quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Walmir José Oliveira das Chagas - 2/4/1960 (Recife)

Homem múltiplo, o músico, compositor, ator, palhaço, dançarino e pesquisador passou a infância trabalhando em circos mambembes, como cantor e ator em peças cômicas.

Fez sua iniciação musical aos 16 anos, no Conservatório Pernambucano de Música, onde concluiu o Cursou de teoria, prática e solfejo. Em seguida, fez curso e estágio na Orquestra Sinfônica do Recife, com o professor Dimas Sedícias.

Em 1976, o escritor e teatrólogo Ariano Suassuna, na época Secretário de Cultura do Recife, lançou o Movimento Armorial e criou o Grupo Circense de Dança Popular, que veio a se tornar depois o Balé Popular do Recife. Walmir Chagas chegou a ser o primeiro solista do grupo e um dos fundadores da trupe.

Desde então, não mais parou, participando de várias produções musicais, ao lado de talentos com Zoca Madureira e Antônio Carlos Nóbrega. Criou o Trio Romançal Brasileiro, conhecido em todo o País através dos projetos Pixinguinha e Pixingão.

Na década de 80, viajou para Israel, Portugal, Espanha e Estados Unidos.

No Brasil, excursionou com seu trabalho por todo o Norte e uma parte do Sul, além do Rio de Janeiro e São Paulo.

Em suas apresentações, que integram o mundo do circo e o do pastoril, ele representa o Véio Mangaba, uma homenagem a duas importantes figuras dos pastoris de Pernambuco, os velhos Faceta e Barroso.

Atuou também em vários CDs independentes, como os Balé Popular do Recife, Trio Romançal Brasileiro, Arlequim, Opereta do Recife, Versão Brasileira, Bloco da Saudade,Cirandas, Foliões 86, como compositor e em alguns deles também como cantor.

Compôs trilhas sonoras para peças teatrais, como Um Deus dormiu lá em casa e Pluf, o fantasminha, ambas dirigidas por Augusta Ferraz; Flicts a cor e  Senhor rei, dona rainha, ambas dirigidas por Elmar Castelo Branco; Quixotinadas, por Marco Camarotti; O bosque do coração do Brasil, por Paulo de Castro e Salto alto, produzido peal Remo Produções Artísticas.

Entre suas participações em vídeos, filmes e DVDs estão Parcas Sertanejas, produção de Augusta Ferraz; Véio Mangaba e suas Pastoras, para campanha eleitoral no Recife, 1993; Pernambuco - Raiz antenada para o mundo, para a Infraero, produção Olhar Imaginário - Toni Venturini, 2004; É mais fácil um boi voar, com Marcílio Brandão e Maria Pessoa; Cassino Americano e Chega de Cangaço, de Hanuah Falbo; Devagar, Conceição, dele próprio e Minervina, de Lula Queiroga.

Compôs jingles para rádio e televisão e atuou em comerciais de TV e rádio.

Fez direção musical artística e, ainda produção de trilha, tanto para peças teatrais, quanto para CD, a exemplo de Muito pelo Contrário; Caxuxa; Mangaba com catuaba, de Antônio Guincho; Pastoril do Velho Cangote,  de Rosa Campelo e o CD Nós, de Maurício Cavalcanti, no qual atuou como diretor artístico.

Com o Amor paregórico, fez sucesso no Festival Internacional de Teatro, em Belo Horizonte. Foi daí que surgiu a idéia do CD Véio Mangaba e sua Pastoras Endiabradas, pela gravadora de Gilberto Gil, a Geleia Geral.

Desde o ano de 2002, quando lançou seu próprio selo fonográfico Mangaba Produtos, vem produzindo os seus próprios CDs e os de vários artistas e compositores, em parceria.

Outras obras:


 Na fulo do liró; Amor de criança; Cavalo marinho de Mariana; Ô Helena, mulhé rendeira; Sonho de pastoril; Mercado de São José, samba em parceria com Sílvio Roberto; Dona Maçu; Vamos pegar caranguejo, em parceria co Cinderela.

Fonte: MPB Compositores Pernambucanos - Coletânea bio-músico-fonográfica - 100 anos de história, Renato Phaelante, Cepe Editora, Recife, 2010.


Como artista, ele já fez de um tudo nos palcos

Walmir Chagas, 51 anos, é ator, músico, compositor, dançarino, palhaço, velho faceteiro, um criador multimídia. Na pele do Véio Mangaba, personagem oriundo dos tradicionais pastoris profanos do Nordeste, Walmir é assumidamente um artista popular, que faz rir e se diverte com suas próprias invenções. Malícia, esperteza, safadeza, eis algumas das qualidades que qualquer bom velho do pastoril precisa ter e Walmir soube perceber isso ainda pequeno, quando, com nove anos de idade, começou a freqüentar circos mambembes que abriam suas lonas furadas pelos arredores do Recife.

Na companhia do já falecido irmão Luís, filho do primeiro casamento de sua mãe e "que aparecia vez por outra casa", ele conheceu a magia do universo circense. Foi esse irmão, então o único artista da família, quem o impulsionou para o palco, uma arena pobre de um circo saltimbanco.Nesse espaço pôde ser partner (ajudante) do grande mágico Professor Ramy, personificado pelo seu próprio irmão Luís.Também experimentou-se como cantor e ator em peças cômicas e esquetes. Foi então, observando e sendo criado naquele universo literalmente mágico, que ele começou a aprender a ser um palhaço.

No início da década de 70, adentrou para o universo da TV ao vivo.No elenco do programa Cidade Encantada, da queridíssima Tia Linda,(Linda Maria), espécie de Xuxa Recifense para a época, o garoto foi despontando seus talentos cada vez mais. Cantava, dançava frevo e atuava em vários contos infantis encenados no programa exibido pela TV Jornal do Comércio.Claro que suas personagens não eram tão importantes assim, mas fazer um guarda na porta de um castelo encantado para aquele jovem artista já era fantástico!

Em 1975, submeteu-se a um rigoroso teste promovido por um outro programa de TV, o Clube Show, comandado pelo simpático Paulo Ferreira sempre às terças-feiras na mesma TV Jornal.O objetivo era lançar jovens atores para os grupos de rádio-teatro, teatro na TV e teatro para palco convencional. A terceira opção foi à escolhida por Walmir. Selecionado para o Teatro Escola de Pernambuco, o rapaz a marcar presença e, a partir daí, as mudanças na sua vida artística foram realmente vertiginosas.

DANÇARINO- curiosamente, o teatro lhe abriu as portas cada vez mais para a dança. Nesta época o dramaturgo Ariano Suassuna, então Secretário de Cultura do Recife, lançava o Movimento Armorial em parceria com a família Madureira.Um dos integrantes, André Madureira,dedicado ao segmento da dança, dava início a uma pesquisa da cultura popular nessa área.Foi assim que surgiu o Grupo Circense de Dança Popular em 1976, o embrião daquele que viria a ser o mais significativo grupo de dança voltado às raízes nordestinas, o Balé Popular do Recife.Walmir chegou a ser o primeiro solista da equipe e um dos fundadores da troupe.

COM O BALÉ POPULAR, onde permaneceu até o final da década de 80, integrou várias montagens,entre elas, Brincadeiras de um circo em decadência, misto de teatro e balé; Prosopopéia,com o qual fez viagens para Israel, Portugal, Espanha e Estados Unidos;e Nordeste,a dança do Brasil,até hoje encenado pelo grupo.Nesta sua última participação,chegou a experimentar uma tournê por todo o norte do Brasil,além de Estados como Rio de Janeiro,São Paulo e Santa Catarina.Paralelo a sua atividade como bailarino/ator,ainda em 1976,foi convidado a acompanhar o Conjunto Romançal e o Boi Castanho do Reino do Meio-dia,grupos coordenados pelo também multiartista Antônio Carlos Nóbrega onde exerceu sua parcela de músico e cantor.

Após esta experiência, no ano seguinte, em 1977, junto a Antúlio e Antero Madureira criou o Trio Romançal Brasileiro dividindo-se nos solos como cantor e percussionista, além de assinar algumas das canções. Nesta troupe, além de lançar o LP Trio Romançal (hoje disponível em CD), foi conhecendo ainda mais o Brasil, através de projetos saudosos como o Pixinguinha e o Pixingão.Tanta influência musical na vida de Walmir talvez tenha vindo dos solos de clarinete que seu pai, engenheiro mecânico aposentado, tocava em casa.Mais ele sentiu que precisava ser bem mais preparado musicalmente.

POLIVALENTE - Foi então estudar bateria, solfejo e teoria por cinco anos no Conservatório Pernambucano de Música. Antes de se formar, conseguiu até estágio na Orquestra Sinfônica do Recife, uma aula perfeita para o aprimoramento que pretendia. Foi cada vez mais destacando-se em cursos para jovens instrumentistas e o seu leque de opções musicais cresceu. Além de bateria, sabe tocar vários instrumentos de percussão como, por exemplo, o pandeiro, "arranha"o violão e solta o "gogó" sem medo algum. Mergulhando cada vez mais na área musical, começou a compor trilhas sonoras para peças de teatro,sendo premiado em muitas delas.Destaque para UM DEUS DORMIU LÁ EM CASA e a inesquecível PLUFT, o fantasminha, ambas dirigidas por Augusta Ferraz; e MARIA MINHOCA e SALTO ALTO, as duas sob a direção de José Francisco Filho.

E entre outro curso na área teatral, em especial curso de mímica, e experiências como cantor/ator como no sempre lembrado Baile do Menino Deus,dirigido por Ronaldo Brito, foi descobrindo-se também como diretor musical para teatro,como nos espetáculos Esse Estranho Desejo,com direção de João Falcão e a comédia Salto Alto,dirigida por José Francisco Filho.Nesta última montagem,com texto de Mário Prata,recebeu altos elogios especialmente por sua atuação impagável,que lhe rendeu prêmios de melhor ator e direção musical em 1990,além de convite para ser príncipe do Baile dos Artistas daquele ano.

Com os comerciais de TV foram mais de dois mil já protagonizados em todo o Nordeste, incluindo a criação de jingles - sua popularidade aumentou mais e mais.Não era raro ser chamados para receber homenagens nas diversas comunidades recifenses e também em outras cidades pernambucanas, associações  carnavalescas, clubes de mães , etc.Coisa que sempre o agradou.Também, a simpatia foi a sua marca registrada!Por isso tantos convites para ser garoto - propaganda de supermercados, lojas de disco, roupas, eletrodomésticos, clínicas odontológicas e edifícios.Comerciais de utilidade pública e até propagandas políticas fizeram parte de sua carreira.Walmir sempre foi presença constante na casa de milhões de telespectadores.

TIPO HILARIANTE- Em 1996, uma nova personagem surge e o ator Walmir Chagas é reconhecido por outro nome:Véio Mangaba.O tal foi uma criação em parceria com o músico e publicitário Lula Queiroga, que dirigia o guia eleitoral para TV da campanha política do hoje governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, na época candidato a prefeito do recife.Era uma espécie de personagem âncora dos programas.O nome foi batizado pelo próprio Queiroga."É a idéia de que o Véio Mangaba é gostoso mais também é pegajoso, como a fruta", revela.

A personagem vinha como uma homenagem a dois velhos ícones dos pastoris de Pernambuco, os velhos Faceta e Barroso, dois mestres dessa arte.O pastoril é uma performance natalina de rua, de caráter profano, onde um intérprete versátil, travestido de velho no comando de um grupo de moçoilas, canta, dança, diz piada,  sempre picante,e toca instrumentos.O Véio Mangaba do Walmir, além de tudo isso, foi incorporado elementos do circo, do teatro e dos shows musicais em suas apresentações.

Foi assim com a montagem de AMOR PAREGÓRICO, que chegou a fazer sucesso no Festival Internacional de Teatro (FIT), em Belo Horizonte/MG.Lá, a pedidos do público, surgiu a idéia de lançar um disco: VÉIO MANGABA E SUAS PASTORAS ENDIABRADAS.O lançamento aconteceu em 1996, no Rio de Janeiro, pelo selo Geléia Geral,do hoje ministro Gilberto Gil,com distribuição da gravadora Warner.E o velho do nordeste foi conquistando o Brasil!
Em 1997, no Recife, o dito-cujo é novamente personagem de um outro espetáculo de teatro/circo com música ao vivo, Mangaba com Catuaba, texto de Antônio Guinho especialmente escrito para ele e seu mais novo parceiro, o Velho Catuaba, interpretado pelo ator Aramis Trindade.A dupla travava um embate como dois velhos de pastoris, invejosos um com o outro e cada qual com suas respectivas pastorinhas."Foi como mel na água essa união, porque nós dois tínhamos experiência como palhaços ", lembra satisfeito.A partir daí, o Mangaba foi transformando-se em personagem multimídia: teatro, show musical, participação em CDs (como na homenagem ao rei Reginaldo Rossi), propagandas de TV,etc.

TRAGICÔMICO- mas toda essa agitação na vida do Véio Mangaba nunca afastou as características fundamentais da personagem:o misto de drama e comédia em sua vida."O Véio é um sujeito ranzinza, que reclama do governo e, em especial,do próprio viver,porque está sempre sofrendo de amor."Muitas são mulheres que lhe sustentam e muitas são também as que lhe põe chifres",diz.Segundo Walmir,é este o molho entre o humor e o trágico que conquista o público das mais diferentes idades."Eis uma personagem que encanta tanto a criança quanto o adulto e o idoso,talvez porque fazer o Véio Mangaba é brincar com uma safadeza pura,se é que posso chamar assim...", filosofa...

Walmir revela que, na verdade, suas piadas são muito mais subentendidas do que explícitas.Cantigas de circo - eis o toque do imaginário infantil - e músicas sobre a desilusão amorosa também estão no repertório.Até recriações de canções do Coronel Ludugero também são interpretadas. Acompanhando-o musicalmente, uma banda de instrumentos de sopro, percussão e cordas,"de formação pop", faz questão de salientar o irreverente personagem.

SOU FEIO E MORO LONGE (A SAGA DE UM POBRE STAR)- É a mais nova investida de Walmir Chagas, ou melhor, o Véio Mangaba, nos palcos. O espetáculo, comemorando 28 anos de carreira do seu mentor, ficou em cartaz no Teatro do Parque todas às sextas-feiras e sábados onde cumpriu temporada às 18:30h (seis e meia da noite).A montagem é uma espécie de colcha de retalhos sobre toda a vida artística do intérprete."É a trajetória de um artista popular", diz satisfeito.

Em cena,com texto e música de vários autores (entre eles,Velho Faceta, Zé Ketti, Narciso do Banjo e Zoca Madureira).Walmir representa, canta,dança e mostra até suas investidas no universo multimídia com a inserção de um vídeo especialmente produzido para o espetáculo.Mas ele não está só em cena, divide o espaço com três contra-regras que entram e saem do palco o tempo todo,sem dizerem uma palavra.

O experiente Mário Miranda, a bela e jovem atriz e modelo Freedom Cavalcanti, o gigante Petreson e o garoto Tendy Porã Chagas, de 14 anos (na época), filho do próprio Walmir,que faz a sua estréia no universo das artes cênicas, são os seus companheiros mudos.Vão transformando o ambiente,espécie de caixa mágica a desvendar-se,inspirada nas carroças mambembes dos artistas medievais.Nada se faz às escondidas.A maquinaria é exposta,os contra-regras estão às claras,as trocas de roupa são às vista da platéia.Até o Véio Mangaba vai surgir aos poucos,com o público acompanhando sua chegada a partir do primeiro risco de maquiagem na cara do ator,sendo transmitido com uma câmera de vídeo para o telão.

O espetáculo conta com direção e roteiro de Alexandre Alencar e cenografia,figurino e adereços do artista plástico Jacaré,especialista na reciclagem de materiais,e produção executiva de Paulo de Castro Produções.Walmir, além de narrar suas experiências de uma forma bem divertida,canta cocos, investe com suas piadas na platéia,cria cenas hilárias de improviso;(a trilha sonora do espetáculo já se encontra em CD,co-produzido pelo selo via som) . Aproveitando mesmo o dom que possui de artista popular."Eu não invento nada, faço o que gosto", resume.Com Sou Feio e Moro Longe (a saga de um pobre star), o  multi-artista explicita o gosto por brincar em cena, é isso que a platéia vê, num misto de teatro, circo, poesia, dança, música e vídeo.

Desde 2002, quando foi lançado o selo fonográfico  MANGABA PRODUTOS, vem produzindo CD's próprios e de vários artistas nordestinos. Dentre eles:   

- Véio Mangaba e suas Pastoras Endiabradas (wea/geléia geral)

- Véio Mangaba -20 grandes sucessos (cantor e direção artística)

- Véio Mangaba - 20 grandes sucessos das paradas de ônibus (cantor e direção artística)

- Véio Mangaba - Motorista de táxi (cantor e direção artística)

- Meditação através dos Sons e das cores (composição,direção artística e  produção)

- Pífanos em desafios Egildo Vieira (direção artística e produção)

- Alquimia Maluca - Zé Airton (cantor e direção artística)

- Cantigas de roda - Zé Airton (cantor e direção artística)

- Amor, folia e brincadeira -  Zé Airton (cantor e direção artística)

- Água,festa e baião - Zé Airton (cantor e direção artística)

- O requinte de Narciso do banjo (cantor, produção e direção artística)

- Um bloco em poesia- (produção e direção artística)

- Pernambucarnaval- (cantor, produção e direção artística)

- Nem sempre Lili toca flauta (cantor, produção e direção artística)

- Orquestra da Bomba do Hemetério - ao vivo (produção e direção artística)

- Urso traquino (cantor e direção artística)

- Bacia dágua - Bráulio de Castro (cantor e direção artística)

- É tempo de bloco -Bloco Eu quero mais/Bráulio de castro (cantor e direção artística)

- Dedilhando Pernambuco -Henrique Annes & Oficina de Cordas ( direção artística )

- Politicamente incorreto - Allan Sales (direção artística)

- Beto do Bandolim na Gafieira (direção artística e musical)

- Estresse coletivo-(curta) Sandra Ribeiro

- Viva Barroso-(clipe) criação e direção

- Antologia do Pastoril Profano (cantor,direção artística e   musical)

- O Pastoril do Véio Mangaba- trilha sonora do espetáculo (cantor, produção e direção artística)

- (cd) Frevo de Bloco(musico) Zoca Madureira/Marcus Pereira

- Baile do Menino Deus (musico e cantor) Zoca Madureira

Participações como cantor:

- Mote pra alegria (cd)- Roberto Cruz

- O nação canta Pernambuco (cd) - Maracatu Nação Pernambuco

- Recados (cd)- Haideé Camelo

- Opereta do Recife (cd)- Zoca Madureira

- Flabelo, o lirismo nas ruas(cd)- Heleno Ramalho- Andanças do Divino (cd)- Zoca Madureira/Balé Popular do Recife

- (cd) Festival Carnavalesco da PCR 2006 com o maracatu "Pátio do Terço" de Bráulio de Castro e em 2007 com o frevo-canção:pernambucaniando e também (cd) de Bráulio de Castro com o mesmo titulo, além de várias produções independentes
         
Participações em filmes, vídeos e DVDs:

- Véio Mangaba e suas pastoras - (campanha publicitária eleitoral Recife - 1993)

- Pernambuco - raiz antenada para o mundo (longa) - INFRAERO / produção: Olhar Imaginário - direção:Toni Venturi - 2004

- É mais fácil um boi voar (longa) Marcílio Brandão/Maria Pessoa

- Cassino Americano(curta) - Hanuah Falbo

- Chega de Cangaço (curta) -  Hanuah Falbo

- Concerto do desmantelo blue (curta) - Cláudio Assis- Devagar Conceição (clipe) - Bráulio de Castro

- Minervina  (clipe) - Lula Queiroga

- Mané da China -(campanha publicitária eleitoral Recife/ 2000)

- O piquenique (clipe) - Alexandre Alencar

- Abys calçados -(campanha publicitária) - Alexandre Alencar

- Canteiro de obras - (campanha publicitária) - Marcos Molina

- São João (longa) - Gilberto Gil

- Estresse coletivo-(curta) Sandra Ribeiro

- Viva Barroso-(clipe) criação e direção

Direção musical e criação de trilhas musicais para teatro:

- Um Deus dormiu lá em casa (Augusta Ferraz)

- Pluft um fantasminha (Augusta Ferraz)

- Parcas Sertanejas (curta de Augusta Ferraz)

- Flicts, a cor (Ademar Castelo Branco)

- Quixotinadas (Marco Camarotti)

- Trupizupe, o raio da silibrina (José Manoel / Pedro Portugal)

- Salto Alto (José Francisco Filho)

- O Bosque do coração do Brasil (José Francisco Filho)

Fonte: MPB Compositores Pernambucanos - Coletânea bio-músico-fonográfica - 100 anos de história, Renato Phaelante, Cepe Editora, Recife, 2010.


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Maestro Spok e Bola de Ouro são os homenageados do Carnaval do Recife 2015

Após um intenso processo de discussão para a definição que apontariam os homenageados do Carnaval do Recife 2015, o prefeito Geraldo Julio teve o prazer de, na tarde desta sexta-feira (21), comunicar pessoalmente aos agraciados: o Maestro Spok e o Bloco Bola de Ouro, representado pelo vice-presidente da agremiação, Robervaldo Lopes. Geraldo fez questão de ressaltar que a Prefeitura teve a preocupação de compartilhar a honraria entre elementos que exaltam a representatividade da nova geração dos artistas que batalham para manter viva a força de nossa cultura e à tradição tão marcante da festividade de Momo na capital pernambucana.
“Nós pensamos muito e chegamos à conclusão de que podemos homenagear a nossa tradição juntamente com os artistas que estão lutando para manter essa mesma tradição forte. Escolhemos exaltar um bloco que está fazendo 100 anos e que tanto já alegrou e emocionou a população. O Maestro Spok é um dos líderes desse movimento, dessa nova geração, que tem tanta gente boa, que ajuda a renovar a nossa cultura, que mostra que o frevo vai seguir como marca do nosso Carnaval”, registrou.
Tanto o Maestro Spok quanto Robervaldo Lopes, foram pegos de surpresa com a homenagem e não esconderam a emoção. “Eu quase chorei. Eu não sabia da intenção da Prefeitura de fazer essa homenagem. Foi um momento de intensa felicidade”, destacou Spok. “Recebi uma ligação para vir à Prefeitura, mas não sabia do que se tratava. Fiquei muito satisfeito porque é uma homenagem merecida ao Bola de Ouro, por tudo o que o bloco representa, mas também pela ideia de se exaltar quem renova a nossa música e cultura”, frisou Lopes.
Spok – Inaldo Cavalcante de Albuquerque, Spok, de 44 anos, é natural do município de Igarassu (Região Metropolitana do Recife). O artista começou a estudar música em Abreu e Lima, sob a orientação do professor Policarpo Lira Filho (Maninho), em 1984. Spok veio para o Recife em 1986, quando passou a trabalhar com ícones da música pernambucana como os maestros Clóveis Pereira, Guedes Peixoto e Ademir Araújo. Em 1996, ele liderou a formação da “Banda Pernambucana”, que passou a acompanhar o artista Antonio Nóbrega pelo Brasil e pelo mundo. Anos depois, o grupo mudou o nome para “Orquestra de Frevo do Recife” e segue encantando recifenses e turistas até hoje. Atualmente, o maestro viaja o mundo com a sua Spok Frevo Orquestra.
Bola de Ouro – Fundado no dia 15 de setembro de 1915, na Rua da Bola, em São José, o Clube Bola de Ouro chega ao centésimo aniversário no próximo ano. A agremiação, que tem como símbolo uma bola dourada e suas cores oficiais são o amarelo e o preto, é presidido desde 1986 pela carnavalesca Luiza de França Lopes Carvalho, um dos personagens mais marcantes do Carnaval do Recife. Luiza é mãe de Robervaldo. O Bola de Ouro coleciona premiações na festividade de Momo na capital pernambucana.

Galo da Madrugada lança disco com músicas para o carnaval 2015

Festa de lançamento será quinta (27), na sede da agremiação, no Recife. Álbum tem canções do compositor Carlos Fernando, celebrado em 2015.


A pouco menos de três meses para o carnaval, o Galo da Madrugada se prepara para divulgar o CD com as músicas que vão embalar a festa em 2015. O lançamento será na próxima quinta (27), em mais uma edição da Quinta no Galo, no Palácio Enéas Freire, sede da agremiação, bairro de São José, área central do Recife. O show será comandado pela Banda Asas da América, com Almir Rouche e Gustavo Travassos.

O disco traz sete faixas, sendo três composições de Carlos Fernando, o homenageado deste ano do Galo. Ele morreu em 2013, aos 75 anos. Tem também uma música de Fernando Azevedo e três inéditas, compostas por Jota Michiles ("Lembrando Carlos Fernando"), Maciel Melo ("Perfume de Carnaval") e Tito Lívio ("Poeta de Caruaru") em lembrança a Carlos Fernando.

Os sucessos do homenageado resgatados no álbum são "O Galo em Veneza", na voz de Gustavo Travassos, e "O Canto do Galo" e "Banho do Cheiro", interpretados por Elba Ramalho. Essa última, inclusive, é inspiração para o título do livro em celebração ao artista, "Banho de cheiro – Carlos Fernando em pequenas doses", cujo segundo volume também será lançado no evento.

A obra em memória a Carlos Fernando foi organizada por Ítalo Rocha, Bode Valença, Décio Valença, Ricardo Thibau e Claudio Ferreira. Com apresentação de José Paulo Cavalcanti Filho, reúne textos de personalidades como Jota Michiles, Eduardo Campos, Tito Lívio, Fábio Cabral, Tarcísio Regueira (Bocão), entre outros. As páginas das publicações trazem ainda composições e imagens de arquivo da vida pessoal e da carreira do compositor.
Camisa e CD do carnaval 2015 foram apresentados nesta terça para a imprensa (Foto: Divulgação/ Galo da Madrugada)Camisa e CD do carnaval 2015 foram apresentados nesta
terça (Foto: Divulgação/ Galo da Madrugada)
Desfile
O 38º desfile do Galo da Madrugada ocorre no tradicional Sábado de Zé Pereira, em 14 de fevereiro, com o tema "Asas da América, Asas para o Frevo", homenagem ao compositor caruaruense Carlos Fernando. Ele será lembrado em três dos seis carros alegóricos, idealizados por Ari Nóbrega, que já estão em fase de produção.

Dentre eles, um carro em homenagem ao projeto Asas da América, encabeçado por Carlos Fernando; outro intitulado "Banho de Cheiro", sucesso do compositor; e um terceiro em alusão a Caruaru, no Agreste do estado, onde o artista nasceu.

Haverá o carro "Clarins e Trombeta", o abre-alas com o Galo da Madrugada e, por fim, os "Leões do Norte", em homenagem a três personalidades de Pernambuco: Ariano Suassuna, Luiz Gonzaga e o ex-governador do estado, Eduardo Campos.

A agremiação também já prepara o concurso "A Musa do Galo", organizado pelo decorador Romildo Alves. Para disputar o título e desfilar com o bloco, as candidatas devem ser solteiras, ter de 18 a 25 anos, e apresentar desenvoltura corporal e boa expressão facial.

As inscrições serão abertas a partir de 25 de novembro, por meio do site da agremiação, onde consta também o regulamento do concurso. O resultado será divulgado em janeiro, quando a escolhida começa a fazer parte de todos os eventos oficiais do Galo.
Camisa estampada com características do tema e do frevo está à venda na sede da agremiação  (Foto: Divulgação/ Galo da Madrugada)Camisa estampada com características do tema e do frevo está à venda (Foto: Divulgação/ Galo da Madrugada)
Camisas e camarote
A camisa do Galo da Madrugada já está à venda na sede da agremiação por R$ 25. Em breve, a rede de supermercados Extra também passará a comercializar as peças. Pelo 13º ano, o Camarote Galo Downtown vai receber foliões na Praça Sérgio Loreto, com o tema "Respeitável público... Sua Majestade O Galo da Madrugada!", em referência ao circo.

A área VIP terá shows de bandas e DJs, que serão anunciados em janeiro, e serviços exclusivos como salão de beleza, praça de alimentação, wi fi liberado, estúdio Lambe Lambe, SPA e open bar. Os ingressos já estão à venda no site Ingresso Rápido, na sede do Galo da Madrugada e no escritório da Downtown Pub por R$ 240​ (masculino) e R$ 220 (feminino).

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Artistas de todo o país podem participar da Convocatória do Carnaval de Pernambuco 2015

Inscrições para shows e apresentações de cultura popular devem ser realizadas até 30 de dezembro

O Governo de Pernambuco, através da Secult-PE/Fundarpe e Setur/Empetur, convida artistas pernambucanos, grupos de cultura popular e também artistas com carreira nacional para participarem da Convocatória do Carnaval de Pernambuco 2015. 

Interessados em animar o maior carnaval do país, que vai contemplar municípios das 12 regiões de desenvolvimento do Estado, podem se inscrever no período entre 24 de novembro a 30 de dezembro de 2014. Propostas de atrações nacionais serão recebidas pela Empetur e aquelas oriundas de agremiações carnavalescas/cultura popular ou de artistas estaduais deverão ser encaminhadas para a Fundarpe.
As propostas serão habilitadas e selecionadas para contratação por uma Comissão Organizadora, criada para tal finalidade e a programação será feita pela Empetur/Fundarpe, em parceria com as Prefeituras Municipais.
Confira todos os detalhes da Convocatória do Carnaval de Pernambuco 2015 AQUI

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

BalMasqué 2015 com Ivete Sangalo, Nena Queiroga e Maestro Spok


Projeto garante frevo todo domingo no Recife

Uma orquestra garantirá apresentações gratuitas de frevo no Recife todos os domingos até o fim deste ano. As apresentações semanais da orquestra Arruando acontecerão independentemente do Carnaval, na maioria das vezes no Marco Zero, das 15h às 17h [veja a agenda no serviço abaixo]. Com o objetivo de descentralizar os polos de animação, os shows também acontecerão no Parque de Santana e da Macaxeira, na Zona Norte da cidade. 
Apoiado pelo Governo do Estado e pela Prefeitura do Recife, o projeto "Recife do frevo e do passo", da Arruando, tem como meta valorizar a música e a dança regionais. Criada em 2013, a orquestra Arruando é composta por 17 músicos, três cantores e seis passistas. No repertório, o grupo traz composições de Capiba, Carlos Fernando, Edgard Moraes, entre outros mestres.
SERVIÇO
Veja abaixo a programação de shows até o fim de 2014:
Domingos, das 15h às 17h
2/11 Marco Zero
9/11 Marco Zero
16/11 Marco Zero
23/11 Marco Zero
30/11 Parque da Macaxeira
07/12 Marco Zero
*13/12 Parque de Santana (*apresentação extra no sábado)
14/12 Marco Zero
21/12 Marco Zero
*28/12 Marco Zero (*show das 16h às 18h)

Fonte: NE10

Todo Domingo tem ensaio com Grupo Conxitas em Olinda



O grupo Conxitas, formado apenas por mulheres, vai completar no próximo ano, 10 anos de existência. E dá a largada para sua temporada de ensaios antes de desfilar nos dias de Momo.  O Ensaio acontece todos os domingo a partir das 14h, na Praça do Carmo, em Olinda.

O grupo também oferece oficinas para novatas, que são realizadas aos sábados, às 15h30, no mesmo local.
Maiores Informações: Outras informações: 9849.1214 | 9851.9565

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Faltam menos de 100 dias para o carnaval. Confira lançamentos

O "Viver" garimpou trabalhos produzidos que serão divulgados até fevereiro. São sonoridades que vão do autêntico frevo a maracatus

Marina Simões - Diario de Pernambuco


Faltando menos de cem dias para o carnaval, começa a contagem regressiva para os festejos que costumam mobilizar multidões nos polos de animação pernambucanos no Recife, Olinda, Bezerros, Pesqueira e Nazaré da Mata. Para aumentar a expectativa dos foliões, o Viver garimpou trabalhos produzidos que serão divulgados até fevereiro. São sonoridades que vão do autêntico frevo a maracatus e ritmos para pular seguindo os trios elétricos.

O cantor e compositor pernambucano Carlos Fernando, falecido em setembro de 2013, aos 75 anos, idealizador do projeto Asas da América, será uma figura lembrada pelos artistas neste carnaval. Asas da América, asas para o frevo será o tema do 38º desfile do Galo da Madrugada, mas o compositor também inspirou outras produções. A agremiação assina o lançamento do disco homônimo, com composições inéditas em tributo ao caruaruense como uma faixa de J. Michiles, Lembrando Carlos Fernando, na voz de Almir Rouche. 

O álbum será lançado no dia 27 de novembro, durante o projeto Quinta do Galo, na sede do bloco, no bairro de São José. Com trajetórias dedicadas ao forró, Maciel Melo e Benil apostam no frevo para tributo ao compositor falecido. Maciel finaliza o disco Perfume de carnaval, com onze faixas e direção de musical de Spok, nas lojas em dezembro. Já Benil lança o disco Pintou! É carnaval. Nando Cordel é outro a enveredar pelos caminhos do frevo, com inédita exaltando a época festiva. Do seu repertório, Nando escreveu apenas duas sobre o tema: Hoje é dia de folia, gravada por Xuxa, e Quero mais, conhecida na voz de Elba Ramalho. André Rio engrossa o caldo com o frevo de bloco Um abraço meu nego, referência à forma carinhosa como Carlos Fernando se despedia.

O grupo Som da Terra comemora quatro décadas de carreira e lança, até o final de novembro, o disco comemorativo 40 carnavais. Os músicos, conhecidos por usarem fantasias inusitadas no trio, também preparam homenagem a Carlos Fernando para o desfile no Galo. "Vai ser algo chocante. Guardamos o segredo a sete chaves. Mas será um sucesso", afirma o vocalista Rominho Pimentel. Ainda em ritmo de frevo, será lançada a coletânea Pernambuco frevando para o mundo volume 2, produzida pelo empresário Fábio Cabral, da loja Passa Disco, que reúne 36 faixas e mostra as diversas vertentes do gênero musical.

As canções selecionadas vão do frevo de bloco com nomes como Claudionor Germano, Miúcha, Bloco da Saudade, Coral Edgar Moraes, passando pelo frevo-canção com Moraes Moreira, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, e ainda frevos de rua com a Orquestra Popular do Recife, a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, e a SpokFrevo Orquestra, além de novas roupagens, com inéditas de China, do Projeto Sal & Herbert Lucena, e DJ Dolores. O disco duplo será lançado no dia 29 de novembro, e coroa os 11 anos da loja no Shopping Parnamirim.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Alceu Valença, Natiruts, Otto e Monobloco são atrações do Carvalheira na Ladeira

Segunda edição da casa do Carnaval de Olinda amplia a programação para os quatro dias de folia

Marina Simões - Diario de Pernambuco



O Carvalheira na Ladeira chega a segunda edição no Carnaval de Olinda, em estrutura montada nas dependências do Colégio São Bento. Nomes como Alceu Valença, Monobloco, Otto, Natiruts, Los Sebosos Postizos, Sambô e Carrosel de Emoções foram algumas das atrações anunciadas nesta quinta-feira, durante coletiva de imprensa. A novidade é que a casa terá programação nos quatro dias de folia.

A estrutura utilizada para o projeto é 10.000 m², área dividida em palco externo, boate climatizada, praça de alimentação e lounges. A grife ainda oferece serviço "open bar premium" padrão Carvalheira, incluindo whisky 12 anos, vodka Absolut, cerveja, refrigerante e água. A expectativa é a nova edição supere o público de 15 mil pessoas que circularam no local no carnaval deste ano. O projeto tem investimento incial de R$ 4 milhões.

Os produtores Victor Carvalheira e Jorge Peixoto pretendem manter atrações que deram certo na primeira edição, como a passarela cultural, que conta com passistas de frevo e orquestras. Além disso, identidade visual do evento será inspirada no quadro do artista plástico Militão dos Santos. E o tema será explorado na cenografia assinada pelo olindense João Andrade. 

Os ingressos para o Carvalheira da Ladeira devem começar a ser vendidos somente no início de dezembro. Até lá, os produtores vão divulgar novas atrações que completam o line-up, incluindo nomes de artistas no cenário nacional e DJs internacionais.