terça-feira, 14 de novembro de 2017

Nena Queiroga e Jota Michiles são os homenageados do Carnaval do Recife 2018


Para honrar a história do Frevo nas tradições carnavalescas do Recife, o Carnaval do Recife 2018 vai homenagear duas figuras representativas do ritmo que é Patrimônio Imaterial da Humanidade e símbolo maior da festa. O prefeito Geraldo Julio convidou no fim da tarde desta sexta-feira (10) Nena Queiroga e Jota Michiles para serem os artistas homenageados do Carnaval do Recife 2018.
"O Carnaval 2018 vai ser mais frevo do que nunca, porque no dia 9 de fevereiro comemoramos o dia do Frevo e teremos a abertura oficial do nosso Carnaval. Estamos aqui hoje anunciando os homenageados do nosso festejo, que são nada mais nada menos do que Jota Michiles e Nena Queiroga, que representam o frevo com tanta forca e talento, representando também toda nossa história, nossa tradição e o futuro do Recife, que passa pelo carnaval e pelo Frevo também. Eles estão animados e estamos aqui nos preparando para fazer uma grande festa. Vamos ter um grande Carnaval do Recife em 2018", afirmou o prefeito Geraldo Julio.
Emocionados com o convite, Nena Queiroja e Jota Michiles falaram do sentimento de representarem pessoas que se dedicam ao Frevo por toda a sua vida. "Eu não esperava por isso. Estou surpresa e extremamente grata. Não sei nem como descrever a emoção, principalmente por ser homenageada ao lado de Jota Michiles, uma figura ilustre da nossa cultura que admiro muito", falou emocionada a cantora Nena Queiroga, que é filha do compositor, radialista e humorista Luiz Queiroga e da cantora Mêves Gama, célebres representantes da era de ouro do rádio pernambucano e já acumula 39 anos de carreira com a música. 
O compositor Jota Michiles, personagem sinônimo do Frevo em Recife, também falou da satisfação em ser lembrado pelo maior Carnaval do Brasil. "Eu achei que só íamos conversar sobre o Carnaval, opinar em alguma coisa sobre o Frevo, que é a nossa maior identidade musical e cultural.  Quase morro do coração recebendo essa feliz surpresa! Estamos radiantes", comemorou o artista que se dedica à composição desde os doze anos e diz já ter nascido contaminado pelo micróbio do frevo, sendo gravado por Alceu Valença, Elba Ramalho, Claudionor Germano e André Rio, entre muitos outros.

CONHEÇA OS HOMENAGEADOS:
JOTA MICHILES - Michiles aprendeu música de ouvido. Sobrinho de Orlando Dias, é compositor desde os doze anos de idade. Apesar de ter também se dedicado a ritmos como maracatu, coco e forró ao longo de sua profícua carreira, foi entre os clarins de Momo que se consagrou e caiu na boca do povo. Um dos mais importantes, gravados - e dançados -compositores de frevo da atualidade, o professor de história José Michiles da Silva emplacou mais de 50 sucessos que são obrigatórios no Carnaval pernambucano, como “Bom Demais”, “Me Segura Senão Eu Caio”, “Diabo Louro”, “Roda e Avisa” e “Queimando a Massa”.
Em 1966, aos 23 anos, venceu o prêmio Uma Canção para o Recife, quando concorria com mestres como Capiba e Nelson Ferreira, mestres responsáveis pela formação de sua estética musical. Daí em diante, trocou definitivamente as salas de aula pelos estúdios. Exatos 20 anos mais tarde, estouraria seu primeiro sucesso, “Bom Demais”, na voz de Alceu Valença. O Carnaval do Recife nunca mais seria o mesmo.
NENA QUEIROGA - Maria Consuelo Gama de Queiroga é majestade no Carnaval Recifense. No maior bloco carnavalesco do mundo, quem canta de galo é ela, única mulher que, desde 2005, tem um trio próprio e faz todo o percurso do Galo da Madrugada cantando sem parar.
A paixão pela música, Nena trouxe do berço. Filha do compositor, radialista e humorista Luiz Queiroga e da cantora Mêves Gama, célebres representantes da era de ouro do rádio pernambucano, Nena cresceu entre microfones e ensaios.
Aos 12 anos, sempre acompanhando a mãe, começou a aprender com ela a usar a voz como ferramenta de trabalho. Passou a fazer pequenas gravações e até chegou a integrar um grupo infantil, o Quarto Crescente, com o irmão Lula Queiroga. Também foi na barra da saia de Mêves, cantora de orquestra e intérprete de frevo, que descobriu o Carnaval. E foi arrebatada no ato. Aos 16, já cantava em orquestras, animando bailes momescos, aos quais foi conduzida pelas mãos de ninguém menos que maestro Duda. A carioca criada no Recife, cidadã pernambucana e recifense, não desceu mais dos palcos da cidade. Já são quatro discos gravados, um DVD e muitos carnavais.

Alepe reverencia 50 anos do programa de rádio “O Tema é Frevo”


No ar desde 1967, o programa de rádio “O Tema é Frevo”, da Rádio Universitária, do Recife, recebeu homenagem da Assembleia Legislativa nesta quinta (9). Acompanhada por membros de agremiações carnavalescas, a cerimônia também prestou honras ao idealizador do semanal e pesquisador do ritmo, Hugo Martins.
O radialista agradeceu o reconhecimento da Casa. “O frevo me deu muita alegria, títulos e homenagens”, frisou. Martins, que já está aposentado da emissora, mas continua a produzir a atração, garantiu que o programa permanecerá indo ao ar por muito tempo. “Enquanto eu puder andar, seguirei”, brincou.
O Grande Expediente Especial aconteceu por iniciativa do deputado Antônio Moraes (PSDB). O parlamentar ressaltou que “O Tema é Frevo” – veiculado todos os sábados e domingos – completa 50 anos “com a energia do ritmo que contagia e faz do nosso Carnaval o melhor do mundo”. Teresa Leitão (PT), que presidiu os trabalhos, destacou que o homenageado “mantém presente o mais genuinamente pernambucano dos patrimônios culturais, um dos que mais precisam ser resgatados”.
Participaram da cerimônia músicos, compositores, integrantes de blocos de Carnaval, pesquisadores e a diretoria do Núcleo de TV e Rádios da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).


Uma legenda do rádio pernambucano, pesquisador, estudioso de todos os gêneros musicais

Hugo Martins radialista, sonoplasta, compositor, cineasta, nasceu na cidade de Rio Tinto, na Paraíba, e veio para o Recife com 11 anos de idade. Em 1956 começou a trabalhar na Rádio Clube de Pernambuco, como operador de som. Trabalhou depois na TV Jornal, TV Globo até chegar na TV Universitária. Desde os anos de 1970 Hugo trabalha na Rádio Educativa FM , pertencentes à Universidade Federal de Pernambuco, onde produz e apresenta, há 42 anos, o programa “O Tema é Frevo”, exclusivamente divulgando o ritmo mais popular do Carnaval.
Hugo também é um colecionador de mais de mil discos, entre frevos, bandas de musica e trilhas sonoras do cinema, outras duas de suas paixões pela musica.
Hugo Martins também prestou grande contribuição ao espetáculo da Paixão de Cristo, de Nova Jerusalém, onde fez a sonoplastia.


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Abertas as inscrições para os concursos do Carnaval 2018

Até os próximos dias 17 e 20 de novembro, agremiações e brincantes podem assegurar sua participação nas competições da mais característica e colorida festa do calendário pernambucano

A Prefeitura do Recife abre alas para as tradições que fazem do Carnaval da capital pernambucana uma colorida e plural celebração à cultura popular. Estão abertas as inscrições para os concursos carnavalescos, realizados pela Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura Cidade do Recife, que distribuirão, ao todo, R$ 877.540 entre brincantes e passistas, caboclos e majestades da folia.
As inscrições devem ser feitas presencialmente, no Núcleo de Cultura Cidadã, localizado no Pátio de São Pedro, casa 39, em dias úteis, das 9h às 17h. O prazo para inscrições nos concursos encerra no próximo dia 17 de novembro, com exceção do Concurso de Agremiações, único deles para o qual é possível se inscrever até o dia 20 de novembro.
As competições começarão já em janeiro e só acabam no mês da folia. Seguindo uma tradição momesca que já tem muitos anos, o poder municipal promoverá a escolha do Rei Momo e da Rainha do Carnaval; além dos concursos de Fantasias; de Passistas; de Porta Estandarte, Flabelista, Mestre Sala e Porta Bandeira; e o Concurso de Agremiações.
 Concurso de Rei Momo e Rainha do Carnaval – A competição vai eleger a dupla que reinará absoluta ao som dos clarins de momo. As majestades do Carnaval do Recife serão selecionadas em três etapas: nos dias 12 de janeiro (no Teatro Apolo), 19 de janeiro (no Teatro Luiz Mendonça), e 26 de janeiro, quando o Pátio de São Pedro receberá a grande final. A dupla eleita terá uma extensa agenda carnavalesca a cumprir antes, durante e depois da festa. Cada membro da nobreza momesca receberá R$ 18 mil.
Concurso de Passistas – Para escolher os foliões mais desenvoltos ao som do ritmo que é patrono da folia recifense e patrimônio cultural da humanidade, o concurso contempla as seguintes categorias de passistas: Mirim (masculino e feminino), Infantil (masculino e feminino), Juvenil (masculino e feminino), Adulto (masculino e feminino) e Passista de Rua (masculino e feminino). As disputas acontecerão entre os dias 27 e 28 de fevereiro, no Pátio de São Pedro. Os prêmios vão de R$ 840 a R$ 1.800.
Concurso de Fantasias – Dedicado aos foliões mais adornados, o 5º Concurso de Fantasias do Recife escolherá três melhores fantasias na categoria Luxo e três na categoria Originalidade. Os prêmios variam de R$ 5 mil a R$ 10 mil. Eles ainda recebem uma premiação extra de R$ 1.500 cada um, como ajuda de custo para desfilarem toda a sua beleza e garbo no palco do Baile Municipal. O concurso será realizado no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, no dia 31 de janeiro.
Concurso de Porta Estandarte, Flabelista, Mestre Sala e Porta Bandeira – Neste concurso, a diversidade do Carnaval recifense se revela. Os competidores disputam os títulos de: Melhor Porta Estandartes de Clubes de Frevo, de Troças Carnavalescas, de Maracatus de Baque Virado, de Maracatus de Boque Solto, de Caboclinhos, de Tribos de Índios; Melhor Flabelista de Bloco de Pau e Cordas; e Melhores Mestres Salas e Porta Bandeiras de Escolas de Samba. As apresentações serão entre os dias 22 e 24 de fevereiro, no Pátio de São Pedro. Os itens a serem observados são: coreografia, evolução e figurino. A premiação para os primeiros e segundos lugares da categoria adulto é de R$ 1.800 e R$ 1.200, respectivamente. Para a categoria infantil, os valores são de R$ 1.200 e R$ 960.
Concurso de Agremiações – Contemplando todas as manifestações que fazem do Carnaval recifense uma festa de muitos ritmos, o concurso reúne centenas de agremiações para desfilar sua história, beleza e tradição em quatro grupos: Grupo Especial, Grupo 1, Grupo 2 e Grupo de Acesso. O local e a data dos desfiles ainda não foram definidos. Este é o concurso que oferece a maior premiação entre as competições carnavalescas. Ao todo, serão distribuídos R$ 730.500.
Mais informações nos sites: CLICANDO AQUI OU AQUI

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Realizadores pernambucanos lançam game “A Saga do Caboclo de Lança”

Jogo incentivado pelo Governo de Pernambuco propõe um passeio virtual e lúdico pelo patrimônio cultural do Estado 


O jogo ‘A Saga do Caboclo de Lança’ promete diversão para crianças (acima de 7 anos) e adultos, a partir do universo do patrimônio cultural imaterial e material de Pernambuco. Incentivado pelo Governo do Estado, por meio do Funcultura, o game apresenta como personagem principal o Caboclo de Lança, que combate ‘malassombros’ na sua trajetória pelo estado, percorrendo igrejas e conjuntos arquitetônicos seculares e conhecendo manifestações culturais como frevo e o maracatu. O bolo de rolo, a Feira de Caruaru e o Bacamarte também aparecem durante a saga. O jogo está disponível para o público gratuitamente a partir desta quinta-feira (Dia das Crianças – 12/10), em duas versões: uma online para computador e através do download para plataformas móveis Android. Acesse o site ou baixe o jogo na Google Play.

‘A Saga do Caboclo de Lança’ foi idealizado e desenvolvido pelo designer Matheus Calafange e pelo programador Miguel Diniz, numa produção da Cabra Quente Filmes em parceria com a Perna Cabeluda Games, com o incentivo do Funcultura, Governo de Pernambuco. A trilha sonora e o sound design autorais são assinados pelo músico P3dr0 Diniz, integrante da banda Mundo Livre S/A. e do artista Di Melo.

A proposta do game é proporcionar entretenimento e informação sobre o patrimônio cultural material e imaterial do estado, a partir de uma narrativa de aventura lúdica e bem-humorada, na qual Pernambuco foi invadido por terríveis criaturas conhecidas como ‘malassombros’. “Esses seres assustadores têm como objetivo absorver a alegria e as cores do nosso Estado, que precisa urgentemente de um herói”, conta o designer Matheus Calafange. Nesse contexto é que surge o Caboclo de Lança, figura tradicional do maracatu rural.


Durante a saga, o Caboclo com a flor na boca e lança nas mãos percorre as cidades de Caruaru, Nazaré da Mata, Olinda e Recife e o arquipélago de Fernando de Noronha para combater os ‘malassombros’ e devolver a alegria aos pernambucanos. “Essa foi a forma de divertir e informar que encontramos para criar o jogo, usando tanto referências dos desenhos estrangeiros Adventure Time e Gravity Falls e quanto dos brasileiros Tromba Trem e Historietas Assombradas”, explica o designer Calafange.

Destinado a todo tipo de público, independente da faixa etária, o jogo reúne informações históricas sobre os patrimônios materiais e imateriais da cultura pernambucana, reconhecidos e tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Nacional (Iphan) e pela Assembleia Legislativa de Estado de Pernambuco (Alepe). “O desafio dessa produção foi proporcionar uma jogabilidade agradável no quesito de ação e aventura, agregando as informações sobre cada patrimônio exibido”, esclarece o programador Miguel Diniz.

Ao longo de cada uma das quatro fases do jogo, o usuário passa pelo patrimônio natural do arquipélago de Fernando de Noronha, conhece a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios. Em Nazaré da Mata, passa por canaviais, pelo maracatu e pela Capela de São Francisco Xavier. Na Feira de Caruaru, conhece o bolo de rolo, os bacamarteiros e o forró pé-de-serra. Já em Olinda percorre o casario arquitetônico da Cidade Alta e sobe até o Alto da Sé, onde encontra a Igreja da Misericórdia e barracas de tapioca, vivenciando um Carnaval com boneco gigante, orquestra e passistas de frevo. No Recife, último estágio do jogo, o usuário irá levar o Caboclo de Lança ao Teatro Santa Isabel, Ponte Duarte Coelho e Marco Zero.

Sobre a trilha sonora do jogo, o produtor musical P3dr0 Diniz afirma que é seguido o formato para a modalidade, porém existe uma evolução com inserções de influências de instrumentos do cancioneiro regional do baião, do movimento armorial e do manguebeat, passando pelas sonoridades e ritmos das manifestações culturais como frevo, o maracatu, o coco e a ciranda. “A trilha é composta dentro de uma harmonia modal que proporciona a sensação para o jogador de movimento e infinidade, além de inserções e misturas entre sons orgânicos e sonoridades 8-bit, o uso de sintetizadores e elementos de música eletrônica”, detalha.

Baixe o game ‘A Saga do Caboclo de Lança’ na Google Play



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Câmara Municipal do Recife faz homenagem ao Dia do Frevo


O plenário da Câmara Municipal do Recife ficou lotado de passistas, carnavalescos, presidentes de agremiações e músicos na solenidade que o vereador Wanderson Florêncio (PSC) realizou, hoje de manhã, 14, em homenagem ao Dia Nacional do Frevo. Para dar o clima da alegria carnavalesca, que normalmente se associa à manifestação cultural autenticamente recifense, foram exibidos flabelos e estandartes. “O dia 14 de setembro foi escolhido como em homenagem ao jornalista Osvaldo da Silva Almeida, que foi o criador do da palavra Frevo. A data é o dia de seu aniversário”, observou o vereador.
Wanderson Florêncio homenageou 42 pessoas que, para ele, têm identidade com o frevo. Cada uma recebeu diploma e fez pequenos discursos, entre as quais o Maestro Forró, os cantores e compositores Almir Rouche, Alírio Morais e Ed Carlos; e a professora da Escola Saltos Companhia de Dança e Frevo, Cristina Maria Silva. “É fácil identificarmos as nações por seus ritmos, músicas e danças. Portugal o Fado; Espanha o Flamenco; Argentina o Tango; porém, não por ser um país, mas uma cidade com características tão próprias que a elevam a esta condição no campo cultural, o Recife tem o Frevo, para lhe chamar de seu”, exaltou o vereador.
A solenidade foi presidida pelo vereador Eduardo Marques (PSB), também presidente da Câmara do Recife; a mesa foi composta pelo cantor e compositor Claudionor Germano; o secretário Executivo de Cultura, Eduardo Vasconcelos; o representante da secretaria de Turismo do Recife, Eurico Freire e a representante do ministério das Cidades, Isabel Urquisa. Estiveram presentes os vereadores Hélio Guabiraba  (PRTB) e Eriberto Rafael (PTC).
Em seu discurso, Wanderson Florêncio apresentou o frevo sob a perspectiva de sua história e cultura. Num breve histórico, ressaltou que o ritmo “que corre nas veias de todos nós, é um estilo de dança e música típicos do carnaval popular de Pernambuco”.Segundo o vereador, originalmente o frevo surgiu no Recife entre o final do século 19 e início do século 20, a partir das marchinhas de Carnaval, com influência da polca russa, de alguns passos de ballet clássico, e de outras danças afro-brasileiras populares, como o maxixe e a capoeira. Atualmente, é um Patrimônio Imaterial da Humanidade.
“O nome frevo se originou a partir da palavra ‘ferver’, que popularmente se pronuncia ‘frever’. Ou seja, o significado é o mesmo de ‘fervura’, que conota a agitação e o rebuliço dos dançarinos. O termo frevo, no entanto, foi utilizado pela primeira vez em uma publicação do jornal vespertino do Recife chamado "Jornal Pequeno", em 9 de fevereiro 1907, há exatos 110 anos”, disse. Por isso, o frevo também é comemorado dia 9 de fevereiro.
A dança do frevo, embora pareça simples, disse o vereador, é marcada pela sua complexidade, com o uso de malabarismos, rodopios, gingados, passos curtos e ritmo frenético. “A sombrinha colorida aberta é outra característica marcante do Frevo durante a dança, fazendo com que os dançarinos mostrem toda a sua técnica em saltos e rodopios, enquanto carregam o pequeno guarda-chuva”. Atualmente, estão catalogados mais de cem passos diferentes na dança do frevo. “O frevo pode ser dividido por gêneros como o Frevo de Rua; de Bloco e o Canção”.
Depois de discorrer sobre o frevo, o vereador declamou a letra do frevo canção “Frevo número 3 do Recife”, composição de Antônio Maria. “Sou do Recife com orgulho e com saudade. Sou do Recife com vontade de chorar”, diz a letra da música. Em seguida, o cantor Almir Rouche foi convidado pelo vereador para fazer uma apresentação. Ele cantou a música “Voltei Recife”, acompanhado pelos músicos da Banda da Polícia Militar de Pernambuco. Enquanto Rouche cantava, um grupo de passistas entrou no plenário e fez evoluções.

sábado, 1 de abril de 2017

Escolas de Samba do Recife

Manifestação cultural popular, musical, coreográfica e poética, o samba acontece em quase todos os Estados brasileiros, com destaque para Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco, desde os tempos coloniais. No nosso Estado, o samba organizado em escolas adquire características próprias, como, por exemplo, a incorporação de instrumentos de execução musical e coreografias herdadas do frevo, do maracatu, da capoeira, além de outras expressões.
No Recife, as primeiras referências do samba de escolas encontram-se no bairro de Casa Amarela, na batucada Bando da Noite, mais tarde chamada Escola de Samba Quatro de Outubro. Nos anos 1930, a Escola de Samba Limonil, do bairro de Afogados, entra para a história do Carnaval da cidade. Na década de 1940, é importante registrar a chegada do Encouraçado São Paulo, que trazia entre seus tripulantes sambistas e contribuiu para o aumento de blocos e escolas de samba. Tais agremiações encontram-se listadas nos grandes jornais de circulação da época.
Um misto de festa e espetáculo, o desfile de uma escola de samba é um verdadeiro ritual que gira em torno do canto, do visual, da música e da dança. O enredo transforma-se numa linguagem plástica traduzido nas fantasias, adereços e alegorias. A presença do casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira no desfile é um dos elementos mais representativos. Num bailado harmonioso, exibe o maior símbolo da agremiação: o Pavilhão. Outras figuras importantes de uma escola são as baianas, a comissão de frente, e os destaques, com suas fantasias de luxo e volumosas. À bateria cabe sustentar com sua marcação, a cadência, o canto e a evolução de todo o grupo, além de permitir aos passistas demonstrarem toda graça e sensualidade. Surdos, agogôs, repiques, pandeiros, caixas, apitos, tamborins, cuícas, reco-recos, ganzás e chocalhos compõem a bateria de uma escola. É importante destacar o papel do mestre de bateria e seus ritmistas. Essa relação é fundamental para que haja harmonia.
Com extraordinária beleza, as escolas de samba contam histórias e sonhos, ficção e realidade, isto é, um espetáculo que sintetiza em seu conjunto, a seqüência integral e a fluência de apresentação, a unidade e o equilíbrio artístico das diversas formas expressivas do desfile (musical, dramática, visual) e a energia de comunicação de todos os participantes.

GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA LIMONIL
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Limonil surgiu de uma reunião de amigos que bebiam na esquina da 5ª Rua da Vila São Miguel, atual Campo Largo, onde até hoje funciona sua sede. Antes de sua fundação como Escola de Samba, que ocorreu em 28 de maio de 1935, era denominada de Batucada, manifestação bastante comum no Recife, formada da Liga dos Pobres da Vila de São Miguel para ir de encontro a um português que possuía um estabelecimento comercial e se dizia “dono da vila”, cobrando “aluguel” semanalmente das pessoas que moravam em barracos, no entorno. De acordo com Silvio Pessoa, um dos presidentes e compositores da agremiação, “a forma de protestar era fazer zoada”.
O nome da Escola faz referência à mistura entre o anil, o pitu e o limão, elementos presentes no momento de sua fundação, influenciando na escolha das cores da Agremiação (o verde e o branco).
Entre os seus principais fundadores, destacam-se: João 21, Batelão e Nestor. Este último, ao ver Limonil na avenida pela primeira vez, “morreu do coração, fantasiado”, fato relembrado até hoje. Como forma de reverenciá-lo, os integrantes da Escola, antes de entrar na avenida, lhe prestam uma homenagem cantando um samba-enredo: “É tão bom recordar/ vem ver o artista imortal, vem ver/ dessas cores verde e branco / Limonil e seu encanto / Faz tudo acontecer…”.
A Limonil é a mais antiga Escola de Samba em atividade no REcife. Nos anos 1930, entrou para a história do Carnaval da cidade, tendo como referência a sua bateria, que a partir da década de 1960, foi considerada por 10 anos consecutivos a melhor bateria do Concurso de Agremiações Carnavalescas. Seu presidente é Raimundo Inácio da Silva.
Endereço: Rua Campo Largo, 102, Afogados, Recife – PE
Contatos: (81) 98691.7821
E-mail: raimundolimonil@gmail.com

GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA GIGANTES DO SAMBA
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Gigantes do Samba foi fundado em 16 de março de 1942 no Alto do Céu, em Água Fria. Entre seus fundadores estão Luiz Ferreira de França (Zacarias), Ireno Cavalcanti, Luiz Rodrigues da Silva Melo e Ademar Paiva (Portela). Em 2015, sagrou-se Octacampeã do Carnaval da cidade.
O primeiro nome dado à escola foi Garotos do Céu e só em 1974 ela foi oficialmente batizada de GRES Gigantes do Samba. Suas cores oficiais são o verde e o branco e o símbolo é uma Águia, que aparece no centro do Pavilhão da Agremiação.
Antigamente a Gigantes do Samba realizava os Sambões, festas que varavam a madrugada, contando com a presença de sambistas nacionais como Leci Brandão, Sandra de Sá, entre outros. No total, possui mais de 60 títulos, e já se apresentou em outros estados brasileiros, no Japão e na Europa. O presidente é Rivaldo Figueiredo de Lacerda
Endereço: Rua das Crianças, 63, Água Fria, Recife, PE
Contatos: (81) 8875-8114 / 8693-9009

GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA GALERIA DO RITMO
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Galeria do Ritmo foi fundado em 15 de novembro de 1962, no Alto José do Pinho. Entre seus criadores estão José Severino de Santana (Naná), José Jaime, José Emídio de Santana, José Carlos, Antonio Cícero, Agnaldo Souza, Sebastião Simplício, Ailton de Souza e Aristóteles Cabral.
O primeiro tema-enredo foi dedicado ao renomado artista Ataulfo Alves e suas Pastoras, composto por José Emídio de Santana. Até os anos 1980 era uma escola considerada pequena, porém cresceu, se firmou no Grupo Especial e tornou-se definitivamente uma das grandes do Recife após receber dissidentes da Gigante, com a qual mantém grande rivalidade. Coleciona títulos de campeã e vice-campeã no Concurso de Agremiações Carnavalescas da Prefeitura do Recife.
Seu símbolo é uma Lira, representando a musicalidade da escola, além da Águia, que homenageia a Portela, tradicional Escola de Samba do Rio de Janeiro. Suas cores oficiais são o azul e o branco, em devoção à Nossa Senhora da Conceição. O presidente atual é Mizael Correia de Souza Filho.
Endereço: Rua Acaiaca, nº 182, Casa Amarela, Recife
Contato: (81) 98605.8450

BLOCO DE SAMBA A TURMA DO SABERÉ          
Contar a história do samba no Recife é, de certa forma, narra a trajetória artística de uma das maiores tradições do carnaval pernambucano: Bloco de Samba A Turma do Saberé. Fundada oficialmente em 20 de janeiro de 1960, na casa de Dona Rica e no Bar de Petrônio, bairro de São José, a Turma do Saberé é conhecida por aglutinar ao longo de sua história grandes referências do samba.
O nome do grupo vem do peixe denominado Saberé, conhecido por beliscar a isca e não ser capturado. Segundo Fabiano Cezar, diretor de eventos , na década de 1950, existia no bairro de São José, “um grupo de amigos que durante o carnaval visitava a vizinhança do bairro, comia, bebia e ia embora”. Em analogia ao peixe, espertalhão, os amigos passaram a ser conhecidos como “os saberés”, tornando-se alguns fundadores do bloco: Djalma Popó, Ubiratan, Valdir Queijinho, Ubirajara, Reginaldo Cafetão, Fernando Cinza, João Mazurca, Chico Pezão, Vado Bola, Cabo Gerson, Cabo Wilson, Airton Seborréia, Valdemar Cacaquinha, Nai, Beto Tijolo, entre tantos outros carnavalescos e admiradores do samba.
O Bloco tem como símbolo o Peixe Saberé e suas cores oficiais são o azul e o branco. Não concorre no Concurso de Agremiações, mas desfila pelas ruas do bairro de São José, todos homens, divididos entre as alas show, de frente e bateria, esta se destacando, com centenas de batuqueiros, de diversas escolas de samba do Recife. Centenas de admiradores acompanham os carros e som ao longo do itinerário percorrido pela “Turma do Saberé”.
O Bloco já lançou diversos sambas-enredos, destacando-se o samba Eu Sinto Tanta Emoção, composto por Jarbas Boemia. O presidente é Juarez Roberto da Silva.
Endereço: Rua Vidal de Negreiros, nº 188, Bairro de São José, Recife
Contatos: (81) 98825.1035 / 99664.9764
E-mail: dj-xuxa@hotmail.com /sabere1960@hotmail.com

GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA IMPERADORES DA VILA DE SÃO MIGUEL
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperadores da Vila São Miguel foi fundado em 06 de setembro de 2002, em Afogados, a partir de uma dissidência da Escola de Samba Limonil. Segundo Maurício Batista dos Santos (fundador e presidente), por ter sido criada por ex-integrantes de outras escolas e antigos carnavalescos da cidade como Luiza Zumira Santos, Leonice Nery, Gerlane Ramos, Francisco Carlos Pereira, Ana Paula Chagas e Roberto Siqueira, seriam esses os “Imperadores do samba” da comunidade de Vila São Miguel. Assim batizou-se a Escola.
A Agremiação tem como cores oficiais o azul, o amarelo e o branco e seu símbolo é uma coroa que representa o “império”. Em seus desfiles, além da coroa, se faz presente, invariavelmente, uma “ala imperial”, composta por participantes com fantasias que remetem a uma corte. O presidente é Mauricio Batista dos Santos.
Endereço: Travessa 2, Benjamin Torreão 17, Afogados Recife
Contatos: (81) 8875-8114 / 8521-3775