terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Inscrições para Rei Momo e Rainha do Carnaval 2017 vão até o dia 29 de dezembro

Estão abertas até 29 de dezembro, no Núcleo de Cultura Cidadã, Casa 39, Pátio de São Pedro, as inscrições para os Concursos de Carnaval promovidos pela Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura Cidade do Recife. São sete concursos - Rei Momo e Rainha do Carnaval, Fantasias, Passistas, Porta Estandarte, Flabelista, Mestre Sala e Porta Bandeira. As inscrições podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Informações podem ser obtidas nos números 3355.4601/4551. Confira abaixo cada um dos Concursos:
Concurso do Rei Momo e Rainha do Carnaval – Para participar os candidatos tem que ser maiores de 18 anos. As majestades do Carnaval do Recife serão conhecidas depois de três eliminatórias: nos dias 13 de janeiro (Teatro Apolo), 20 de janeiro (Teatro Luiz Mendonça), e a grande final em 3 de fevereiro, no Pátio de São Pedro. Os candidatos eleitos como Rei Momo e Rainha do Carnaval 2017 farão apresentações nos principais bailes Carnavalescos, Escolas Públicas e Privadas, Comunidades e Agremiações Carnavalescas, agendados pela Coordenação do Concurso. Os prêmios aos escolhidos serão no valor de R$ 18 mil para cada vencedor.
Concurso de Fantasias – Um dos concursos mais tradicionais do Recife chega a sua 4ª edição com as competições nas categorias Luxo e Originalidade. Podem participar quaisquer pessoas interessadas, maiores de 18 anos, pertencentes ou não às Agremiações Carnavalescas de Pernambuco, desde que as fantasias inscritas sejam inéditas e que se enquadrem em uma das categorias. Cada concorrente pode participar com, no máximo, duas fantasias na mesma categoria, desde que os desfilantes sejam pessoas diferentes. O concurso será realizado no dia 15 de janeiro, no Teatro Guararapes, do Centro de Convenções de Pernambuco. Serão premiados os primeiros, segundos e terceiros lugares de cada categoria, que desfilarão no Baile Municipal do Recife. Os prêmios vão de R$ 5 mil a R$ 8 mil para a categoria Originalidade e, de R$ 6 mil a R$ 10 mil para Luxo.
Concurso de Passistas – Aberto nas categorias Mirim (masculino e feminino), Infantil (masculino e feminino), Juvenil (masculino e feminino), Adulto (masculino e feminino) e Passista de Rua (masculino e feminino). No caso dos menores de 18 anos, a inscrição só pode ser feita com a autorização dos pais ou responsáveis. Outro detalhe importante: na categoria Passista de Rua só podem concorrer pessoas maiores de 18 anos. As disputas acontecem nos dias 2 e 4 de fevereiro, no Pátio de São Pedro. Os prêmios vão de R$ 840,00 à R$ 1.800,00. 
Concurso de Porta Estandarte, Flabelista, Mestre Sala e Porta Bandeira – Aqui participam aqueles que carregam o símbolo maiors das agremiações carnavalescas que embelezam o carnaval com um show de cores e música. E quem pode participar do concurso? Ai vai: Porta Estandartes de Clubes de Frevo, de Troças Carnavalescas, de Maracatus de Baque Virado, de Maracatus de Boque Solto, de Caboclinhos, de Tribos de Índios; Flabelista de Bloco de Pau e Cordas, Mestres Salas e Porta Bandeiras de Escolas de Samba. Os candidatos podem ou não representar uma agremiação. Menores de 18 anos só participam com autorização dos pais. O concurso acontece nos dias 30 de janeiro e 1º de fevereiro, no Pátio de São Pedro, bairro de São José. Os vencedores receberão prêmios que variam de R$ 960,00 a R$ 1,8 mil. 
Os regulamentos dos quatro concursos podem ser obtidos no Núcleo de Cultura Cidadã, no Pátio de São Pedro, ou na Prefeitura do Recife, Av. Cais do Apolo, 925, no 15º andar, Bairro do Recife. Informações pelo fone: 3355.4601/4551.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Escola de Frevo Maestro Fernando Borges abre inscrições para Oficinas de Carnaval

Se você é daqueles que já fica contando os dias e as horas para cair na folia, e quer fazer bonito no Carnaval 2017, aqui vai uma ótima dica. Participar das Oficinas de Carnaval que serão oferecidas pela Escola Municipal de Frevo Maestro Fernando Borges. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 21 de dezembro, na sede da escola, na Rua Castro Alves, nº 440, no bairro da Encruzilhada, Recife. O horário de atendimento é das 8h às 18h. A Escola de Frevo Maestro Fernando Borges é um equipamento cultural da Prefeitura do Recife, vinculado à Fundação de Cultura Cidade do Recife.
As aulas das Oficinas serão realizadas de 16 de janeiro a 17 de fevereiro. Estão sendo oferecidas turmas para os públicos Infantil, Adolescente e Adulto. As turmas vão desde o nível iniciante, passando pelo avançado, e indo até aqueles que desejam se preparar melhor para participar do Concurso de Passistas do Recife, cujas inscrições já estão abertas. As aulas têm duração de uma hora e acontecem de segunda à sexta-feira, com as turmas começando a partir das 9h. Informações: 3355.3102

Serviço:
Inscrições para Oficinas de Carnaval da Escola de Frevo Maestro Fernando Borges
Quando: até 21 de dezembro
Onde: Rua Castro Alves, nº 440, no bairro da Encruzilhada, Recife. 
Informações: 3355.3102

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Abertas as inscrições para os Concursos do Carnaval 2017 do Recife

Já estão disponíveis os regulamentos dos concursos de Passista, Fantasias, Rei Momo e Rainha do Carnaval e, de Porta Estandartes, Flabelista, Mestre Sala e Porta Bandeira

Nesta segunda-feira (05) foram iniciadas as inscrições para quatro concursos do Carnaval 2017 do Recife: Passista, Fantasia, Rei Momo e Rainha do Carnaval e, de Porta Estandartes, Flabelista, Mestre Sala e Porta Bandeira. Os concursos são realizados pela Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura Cidade do Recife. Os interessados devem se dirigir ao Núcleo de Cultura Cidadã, Casa 39, Pátio de São Pedro, bairro de São José, Recife, no horário das 9h às 17h, de segunda à sexta-feira, para fazerem sua inscrição até o dia 29 de dezembro. Os regulamentos de todos os concursos podem ser acessados no site da Secult.
Concurso de Passistas – Aberto nas categorias Mirim (masculino e feminino), Infantil (masculino e feminino), Juvenil (masculino e feminino), Adulto (masculino e feminino) e Passista de Rua (masculino e feminino). No caso dos menores de 18 anos, a inscrição só pode ser feita com a autorização dos pais ou responsáveis. Outro detalhe importante: na categoria Passista de Rua só podem concorrer pessoas maiores de 18 anos. As disputas acontecem nos dias 2 e 4 de fevereiro, no Pátio de São Pedro. Os prêmios vão de R$ 840,00 à R$ 1.800,00. 
Concurso de Fantasias – Um dos concursos mais tradicionais do Recife chega a sua 4ª edição com as competições nas categorias Luxo e Originalidade. Podem participar quaisquer pessoas interessadas, maiores de 18 anos, pertencentes ou não às Agremiações Carnavalescas de Pernambuco, desde que as fantasias inscritas sejam inéditas e que se enquadrem em uma das categorias. Cada concorrente pode participar com, no máximo, duas fantasias na mesma categoria, desde que os desfilantes sejam pessoas diferentes. O concurso será realizado no dia 15 de janeiro, no Teatro Guararapes, do Centro de Convenções de Pernambuco. Serão premiados os primeiros, segundos e terceiros lugares de cada categoria, que desfilarão no Baile Municipal do Recife. Os prêmios vão de R$ 5 mil a R$ 8 mil para a categoria Originalidade e, de R$ 6 mil a R$ 10 mil para Luxo.
Concurso do Rei Momo e Rainha do Carnaval – Para participar os candidatos tem que ser maiores de 18 anos. As majestades do Carnaval do Recife serão conhecidas depois de três eliminatórias: nos dias 13 de janeiro (Teatro Apolo), 20 de janeiro (Teatro Luiz Mendonça), e a grande final em 3 de fevereiro, no Pátio de São Pedro. Os candidatos eleitos como Rei Momo e Rainha do Carnaval 2017 farão apresentações nos principais bailes Carnavalescos, Escolas Públicas e Privadas, Comunidades e Agremiações Carnavalescas, agendados pela Coordenação do Concurso. Os prêmios aos escolhidos serão no valor de R$ 18 mil para cada vencedor. 
Concurso de Porta Estandarte, Flabelista, Mestre Sala e Porta Bandeira – Aqui participam aqueles que carregam o símbolo maiors das agremiações carnavalescas que embelezam o carnaval com um show de cores e música. E quem pode participar do concurso? Ai vai: Porta Estandartes de Clubes de Frevo, de Troças Carnavalescas, de Maracatus de Baque Virado, de Maracatus de Boque Solto, de Caboclinhos, de Tribos de Índios; Flabelista de Bloco de Pau e Cordas, Mestres Salas e Porta Bandeiras de Escolas de Samba. Os candidatos podem ou não representar uma agremiação. Menores de 18 anos só participam com autorização dos pais. O concurso acontece nos dias 30 de janeiro e 1º de fevereiro, no Pátio de São Pedro, bairro de São José. Os vencedores receberão prêmios que variam de R$ 960,00 a R$ 1,8 mil. 
Os regulamentos dos quatro concursos também podem ser obtidos no Núcleo de Cultura Cidadã, no Pátio de São Pedro, ou na Prefeitura do Recife, Av. Cais do Apolo, 925, no 15º andar, Bairro do Recife. Informações pelo fone: 3355.4601/4551.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Crianças e adolescentes contam a história do frevo através da dança

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Camaragibe e São Lourenço participaram do projeto
Vinte e cinco crianças e adolescentes de Camaragibe e São Lourenço tiveram um contato íntimo com os passos de frevo, graças ao projeto ‘Celeiro de Criação – oficina de frevo-dança’, ministrado pela Liga Empreendimento Criativo. A iniciativa culminou numa apresentação coletiva que conta a história do frevo através da dança, com números coletivos e individuais por parte dos alunos. As apresentações serão realizadas em dois momentos neste mês de dezembro. No domingo (4), às 16h, no Centro Comunitário Vivendo e Aprendendo (Camaragibe) e na terça-feira (13), às 15h, no Sesc Ler São Lourenço da Mata.
A oficina conta com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura, e a parceria do Centro Comunitário Vivendo e Aprendendo. O projeto foi realizado entre agosto e novembro de 2016, sob a orientação do educador Anderson Henry, resultando na apresentação artística na qual a turma apresenta tudo o que aprendeu nas aulas, passos como o rojão, tramela, guerreiro, carpado e tesoura.
De acordo com Eliz Galvão, coordenadora do projeto, a oficina foi de suma importância para a comunidade onde foi inserida. “O bairro do Celeiro em Camaragibe só conta com o Centro Vivendo e Aprendendo como espaço de formação cultural e valorização da cultura popular e que incentiva a participação do público com deficiência em suas atividades”.
Divulgação
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Além da oficina de frevo ministrada pelo educador Anderson Henry, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o Museu Paço do Frevo
Além da oficina de frevo ministrada pelo educador Anderson Henry, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o Museu Paço do Frevo (Recife Antigo), a Escola Municipal de Frevo Maestro Fernando Borges (Recife) e vivenciaram uma aula-espetáculo com Wilson Aguiar (passista e professor de frevo).
Segundo a coordenadora do projeto, o momento agora é de conquistar novos parceiros para que a iniciativa siga adiante. “O incentivo do Funcultura foi importante para o desenvolvimento das aulas e da apresentação, mas é desejo nosso e das famílias atendidas dar continuidade ao grupo formado, e para isso estamos buscando novas parcerias”, explica.
Para Maria de Lourdes, presidente do Centro Comunitário, o projeto conta com um importante valor social. “É uma ação que está em total sintonia com a filosofia do nosso Centro, de incluir as pessoas que foram privadas de oportunidades e vivências educativas, sociais e culturais. Aqui as pessoas têm a chance de se sentirem pertencentes ao mundo em que vivem”.
Serviço
Terça-feira (13) | 15h
Sesc Ler São Lourenço da Mata (Av. das Pêras, 56, Tiúma – São Lourenço)
Ficha Técnica do projeto
Realização: Liga Empreendimento Criativo
Elaboração do Projeto e Coordenação Executiva: Eliz Galvão Coordenação Pedagógica: Maria Ribeiro
Educador da Oficina: Anderson Henry Criação e confecção dos figurinos: Téo
Incentivo Cultural: Funcultura, Fundarpe e Secult-PE

domingo, 27 de novembro de 2016

CABOCLINHO AGORA É IMORTAL

Na década de 1930, o escritor Mário de Andrade definiu assim o caboclinho: “De todas as danças dramáticas que ví, os caboclinhos são o único bailado verdadeiro”.   Oitenta anos depois, esse folguedo popular é reconhecido como manifestação no rol oficial do Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil.

Esse  titulo dado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em Brasília,   enobrece a cultura popular de Pernambuco e do Nordeste  e com essa distinção se espera que o poder publico ajude com mais empenho essa manifestação, que tem no Recife um de seus mais legítimos representantes: o Caboclinho Sete Flexas, fundado em 1971 no bairro de Água Fria e que nunca deixou de desfilar no Carnaval, apesar de enfrentar muitas dificuldades para sobreviver.





   

II Vesperal Carnavalesca do Bloco da Saudade


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Homenageados do Homem da Meia Noite 2017

O Clube de Alegoria e Critica O Homem da Meia Noite fará seu 85º desfile, em 2017, fazendo três homenagens: ao Maracatu Leão Coroado de Xambá – o mais antigo em atividade; ao maestro Israel de França, que comanda a Orquestra de Camará do Alto da Mina, nos Bultrins; e ao ator e bailarino Paulo Cristo. 
A tradicional agremiação olindense vai desfilar com o tema “O Negro Rei”,  homenageando a origem afro-descendente  do clube com sede no bairro do Bonsucesso. No final do desfile pelas ladeiras de Olinda, “O Homem da Meia Noite” vai se encontrar com o Maracatu Leão Coroado, numa grande apoteose no Sábado de Zé Pereira.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Xinelo Rasgado lança CD “Frevo, Forró e Folia”

Conhecido pela combinação de figurinos em seus shows, Wellington Francisco (sanfona e voz) e a Aurineide Cândida (vocalista) comandam o Forró Xinelo Rasgado, grupo criado em 2006 realiza apresentações públicas e particulares sempre com muita energia e interação com o público. 
A banda já soma em sua discografia três CDs e um DVD ao vivo gravado no Cabo de Santo Agostinho durante a festa junina da cidade. Já são 10 anos que a banda vem desenvolvendo um trabalho, resgatando a cultura nordestina em suas canções e para comemorar esta marca, foi lançado o CD “Frevo, Forró e Folia”.
Novo álbum gravado conta com 10 músicas de grandes mestres do frevo: Zé Ramalho, Capiba, Getúlio Cavalcante, Nelson Ferreira, Carlos Fernando, Marron Brasileiro, Nelson Ferreira, J. Michiles, Moacyr Franco, Clídio Nigro e Clóvis Vieira. A música “O Maior Tocador” de Luiz Gonzaga ganhou uma nova versão ao som do Frevo Sanfonado de Wellington com a participação de Luizinho de Serra.
Este novo trabalho já pode ser conferido gratuitamente, através do link http://www.suamusica.com.br/frevoforrofolia
Contatos para Shows: (81) 9.9763-3261 / 9.8757-6252


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Prefeitura lança Convocatória de Contratação Artística para o Carnaval 2017

Inscrições vão até o dia 30 de novembro. Lista de documentos necessários para inscrição está disponível no site da PCR 
 
 
Produtores culturais e artistas que desejem se apresentar no Carnaval do Recife 2017 devem ficar atentos. Foi publicada no Diário Oficial a Convocatória de Contratação Artística para o Carnaval 2017. As inscrições ficam abertas até o dia 30 de novembro pela internet através do site www.culturarecife.com.br. Portadores de deficiência podem também fazer a inscrição no Posto Credenciado, localizado no Prédio sede da Prefeitura do Recife, na Av. Cais do Apolo, 925, Bairro do Recife, no horário das 9h às 12h e das 13h às 17h, em dias úteis. A convocatória contempla todo o Ciclo Carnavalesco que começa no dia 12 de janeiro, com as prévias, passando pelos cinco dias totalmente dedicados à folia de Momo, 24 a 28 de fevereiro, e indo até o dia 5 de março de 2017. 
O processo de contratação é composto por quatro etapas: inscrição, habilitação documental, habilitação artística e montagem da grade. A relação com os habilitados deve ser divulgada na segunda quinzena de dezembro. A Programação Artística do Ciclo será feita pelo Grupo de Trabalho composto pela Secretaria de Cultura do Recife/SECULT, Fundação de Cultura Cidade do Recife/FCCR e Secretaria de Turismo e Lazer, com a participação do Conselho Municipal de Política Cultural. Para a seleção das atrações, a Comissão de Avaliação Artística irá avaliar a trajetória do Artista, do Grupo ou da Agremiação por meio dos documentos fornecidos: material de áudio e vídeo, matérias de jornais, panfletos e qualquer outro tipo de comprovação apresentada, que mostre a atividade profissional do Artista, Grupo ou Agremiação.

Além do Posto Credenciado, na sede da Prefeitura, o Núcleo de Cultura Cidadã, localizado no Pátio de São Pedro, Casa 39, também estará disponível para orientar artistas, grupos e agremiações carnavalescas na emissão de seus documentos, inscrições e prestação de contas das apresentações realizadas. A convocatória e o material necessário para a inscrição podem ser acessados na página da Secult no site da PCR. Dúvidas e outras informações sobre a convocatória podem ser tiradas pelo endereço eletrônicoinscricaofccr@recife.pe.gov.br ou nos telefones: 3355.4551/4601 para Agremiações Carnavalescas, e 3355.8582/9013 para produtores, artistas e grupos.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Galo da Madrugada homenageará Alceu Valença e Jota Michiles em seu desfile de 2017

O ano era 1978, quando a união de um grupo de amigos e famílias fundou o que mais tarde seria reconhecido como o maior bloco de Carnaval do mundo. Desde então, as ruas do bairro de São José, centro do Recife-PE, nunca mais foram as mesmas. Comandado por Enéas Freire, o Galo da Madrugada resgatava o tradicional Carnaval de rua, capitaneado pelo ritmo que ferve as multidões.
Com o passar dos anos, a agremiação serviu de inspiração para o Carnaval de outros Estados do Brasil e de alguns países, contribuindo para levar o frevo e o espírito pernambucano a todo país e alguns lugares do mundo. A exemplo do “Galinho da Madrugada”, que acontece desde 1992, em Brasília (DF), o “Galo do Porto”, em Porto Alegre, e do “Galo na Neve”, que nasceu na cidade de Trois-Rivières, no Estado do Quebec, Canadá, há dois anos. 
Em 25 de fevereiro de 2017, o Clube de Máscaras prestará homenagem a dois grandes representantes da música pernambucana no seu 40° desfile de Carnaval. Nesse dia, o bloco sairá às ruas com o tema “Alceu Valença e Jota Michiles  - Guerreiros do Frevo”. A data servirá também para celebração dos 50 anos de carreira de Jota Michiles e os 70 anos de vida de Alceu Valença. 
 “A escolha dos homenageados se deu pela grande representatividade que os dois artistas têm no Frevo e em nosso Carnaval, levando a cultura pernambucana para o cenário nacional e até do exterior. Além disso, as carreiras de Michiles e de Alceu estão entrelaçadas. Michiles compôs grandes frevos, muito bem representados por Alceu Valença, assim como Alceu é um excelente cantor e compositor que leva nossa música para todo lugar do mundo”, explica o presidente do Galo da Madrugada, Rômulo Meneses.
Jota Michiles
Consagrado compositor pernambucano, nascido na cidade do Recife, Jota Michiles é formado em História e autor de sucessos antológicos que fazem parte do Carnaval do Estado. Celebrando 50 anos de música, de uma trajetória iniciada no Rio de Janeiro, em plena Jovem Guarda, quando gravou a canção “Não Quero que Chores” com o grupo Vocal The Golden Boys, na famosa gravadora Odeon, Michiles representa a essência do Frevo, ritmo que contagia desde os primeiros acordes.
Ainda na década de 1960, venceu o concurso Uma Canção para o Recife, instituído pela prefeitura da cidade, com a marcha “Recife Manhã de Sol”. Michiles concorreu com os mais consagrados compositores daquele momento: Capiba, Nelson Ferreira, Aldemar Paiva. Atualmente, ele tem mais de 100 letras registradas na União Brasileira de Compositores (UBC).
Mas foi a partir do Carnaval 1986, com o hit “Bom Demais”, eternizado na voz de Alceu Valença, que o nome de Jota Michiles virou sinônimo de Frevo. Ainda com Alceu a explodir as ladeiras de Olinda, emplacou “Me Segura Senão Eu Caio” (1987), “Diabo Loiro” (1995), “Roda e Avisa” (1999) - homenagem a Chacrinha, em parceria com Edson Rodrigues, e “Vampira” (2007). O saudoso Abelardo Barbosa – Chacrinha - recebeu, inclusive, o troféu Galo de Ouro, em 1985. E agora em 2017, comemora-se o centenário do irreverente artista popular.
Artista de todo o Brasil já gravaram sucessos de Michiles como Geraldo Azevedo com a música “Pernas pra que te Quero”, Chico César com “Recife Nagô”, Maria Bethânia com “Recife Manhã de Sol”, Daniela Mercury com “Saudando o Brasil”, Fafá de Belém com “Fazendo Fumaça”, Amelinha e Nádia Maia com “Espelho Doido”, e muitos outros. Em 2015, o compositor venceu o 10º Festival de Marchinhas, no Rio de Janeiro, com a música Adoro Celulite, em parceria com Gustavo Krause.
Agora chegou a vez do compositor registrar no currículo a alegria de ser homenageado pelo clube de máscaras. “O Galo da Madrugada é a bandeira de maior referência do Carnaval. Uma explosão de riqueza musical e cultural do nosso Recife. Ser homenageado por este gigante galo carnavalesco, nesses meus 50 anos de atividade musical, é honrosamente gratificante. Me sinto muito feliz em ver meu nome sendo levado aos quatro cantos do Brasil”, ressalta Jota Michiles.
Alceu Valença
Pernambucano de São Bento do Una, Alceu Valença cresceu em convívio direto com os elementos vivos que ajudaram a consolidar a cultura do Nordeste. Aos sete anos de idade, veio para Recife, onde conheceu os blocos de frevo, os grupos de maracatu e ciranda, e conviveu com personalidades como o maestro Nelson Ferreira e os poetas Carlos Penna Filho e Ascenso Ferreira, amigos de seu pai. Criador de um estilo próprio, Alceu iniciou a carreira artística no exterior, levando para o mundo, desde muito cedo, o xote, embolada, baião. Já no fim da década de 1970, de volta ao Recife, Alceu começa a compor suas primeiras canções.
Os sucessos para o grande público chegaram na década de 80. “Voltei Recife”, composição de Luiz Bandeira, é um dos clássicos que foi eternizado na voz do artista. Em 1981, Alceu consolida uma nova fase e o imenso sucesso do compositor. O disco “Cavalo de Pau” (1982) representa o ápice deste período, com músicas como “Tropicana”, “Pelas Ruas Que Andei”, “Como Dois Animais” pipocando em ginásios e estádios por todo o país, a primeira aparição no Festival de Montreux, diversas participações no Cassino do Chacrinha e milhões de cópias vendidas. Em 1983, o LP “Anjo Avesso” conta com um dos seus grandes sucessos “Anunciação”.  Em janeiro de 1985, grava novo disco no qual interpreta o frevo “Chego Já”. Ainda na década de 1980, Alceu compõe “Coração Bobo”, inspirado em Jackson do Pandeiro. 
Já na década de 90, Alceu lança um de seus discos mais inspirados. “Sete Desejos” (1991), que traz clássicos como “Tesoura do Desejo”, “Junho” e “Belle de Jour”. Em 1996, o artista junta-se aos colegas de geração, como Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho para a celebração do “O Grande Encontro”.  Com o bloco Bicho Maluco Beleza, o cantor atrai uma multidão todos os anos.
Em 2014, Alceu lançou um disco com repertório carnavalesco, o Amigo da Arte. Entre as canções, a "Frevo nº1 do Recife", de Antônio Maria, mistura de frevo de bloco com fado, interpretado em dueto com a cantora portuguesa Carminho. Há também regravações de parcerias de Alceu com Carlos Fernando, como “O Homem da Meia Noite”. Referência no ritmo, artistas de todo o Brasil gravaram sucessos dele, a exemplo de Gilberto Gil e Jackson do Pandeiro.
“Antes tomar as ruas do Recife, no sábado de Zé Pereira, e se tornar o maior bloco do mundo, eu já o conheci o Galo da Madrugada no Bairro de São José. Tive o prazer de alegrar a multidão em muitos desfiles e gravei seu hino, no disco Asas da América. Em 2017, vou participar mais uma vez dessa festa maravilhosa na condição de homenageado ao lado de Jota Michiles, compositor que me presenteou com tantos frevos, sucessos, hoje já incorporados no inconsciente coletivo de nossa gente”, conta Alceu.
Para Valença, o bloco é a representação musical de Pernambuco. “O Galo é a expressão singular e múltipla de uma festa que reúne muitos gêneros musicais atemporais nascidos em nossa terra. É o frevo de rua, é o frevo de bloco, é o frevo canção, é o maracatu, do baque solto e do baque virado, é o caboclinho de lança e o rural, é a ciranda que saiu das praias e se integrou ao Carnaval. É Capiba, é Nelson Ferreira, é o Maestro Duda, é José Meneses, é Carlos Fernando, é Geraldo Azevedo, é Jota Michiles, é Claudionor Germano, é Spok, é Nena Queiroga, é Gustavo Travassos, é André Rio, é o Maestro Forró e tantos outros nomes de ontem, de hoje e de amanhã. É o canto dos foliões, é a alegria incomparável, é a dança. É o prenúncio de um sonho colorido que vai virar quatro dias de Carnaval. É uma honra ser homenageado pelo maior bloco carnavalesco do mundo”, finaliza o cantor e compositor. 

Ensaio Geral

Os carnavalescos estão iniciando os preparativos para o Carnaval 2017, que ocorre no finalzinho de fevereiro. Muitas agremiações começam a organizar seus grupos e buscar recursos financeiros para cobrir despesas.
O Galo da Madrugada, por exemplo, já anunciou seus homenageados – os compositores Alceu Valença e Jota Michiles. O tema do 40º desfile do maior bloco do mundo será “Guerreiros do Frevo”, uma referencia a Alceu que completa 70 anos de idade e a Michiles que chega aos 50 anos de folia e de atividade musical.  
Parece distante, mas para quem faz a folia em Pernambuco o Carnaval já está bem próximo, merecendo, portanto, essa antecipação para que tudo aconteça dentro das expectativas dos foliões e para que o frevo seja mais uma vez exaltado como uma das manifestações culturais mais importantes da musica popular brasileira.   
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Sede do Homem da Meia Noite está aberta à visitação

O Clube de Alegorias e Críticas O Homem da Meia-Noite, que este ano celebra dez anos de titulação como Patrimônio Vivo de Estado de Pernambuco, apresentou ao público a reforma de sua sede com a nova loja e café, e também o museu e o centro de documentação. 
Além de conhecer a sede, que dispõe de um museu dedicado à preservação da memória e história do Clube, o público que esteve no local pôde fotografar de perto o calunga original que desfila pelas ladeiras de Olinda no Carnaval. “Trouxemos o boneco do Homem da Meia Noite de uma forma inédita. Pois, a partir de agora e até o carnaval, quem ficará exposto no nosso museu é a réplica e não mais o original”, conta o presidente Luiz Adolpho.
Fotografias, documentários, quadros, comendas, homenagens e troféus podem ser vistos no novo espaço destinado ao gigante das ladeiras de Olinda. De acordo com Luiz Adolpho, há em vista o restauro de documentos históricos, datados de décadas atrás, e que estão em estado de desgaste, para serem inclusos no acervo disponibilizado ao público. Um dos destaques do museu é o “Guarda-Roupas do Calunga”, com as vestimentas do Gigante, e que homenageia o Alfaiate Brasil, responsável por confeccionar todas as roupas.
“Visitar a sede do Clube O Homem da Meia-Noite e descobrir um museu dedicado à salvaguarda das memórias da agremiação é a prova de que estamos diante de um patrimônio cultural de nosso estado. A preocupação da diretoria em criar este espaço e abri-lo à visitação marca que o registro do Patrimônio Vivo contribui também para a manutenção da dimensão histórica e visão de futuro dos grupos titulados, neste caso agremiação”, comenta Marcelo Renan, da coordenadoria de Patrimônio Imaterial da Fundarpe.
A programação ainda contou com orquestra de frevo e passistas, além do lançamento da camisa oficial dos 85 anos do Clube, que está à venda no local. O Presidente da agremiação, Luiz Adolpho, ministrou a mesa-redonda Os segredos do Gigante. “Foi uma oportunidade das pessoas saberem mais da história do Homem da Meia Noite, das curiosidades e do misticismo que gira em torno de sua figura.” A partir desse mês, o Clube já começa a se preparar para o Carnaval. “Teremos algumas surpresas, tendo em vista os 85 anos que o Homem completa em 2017. Antes do carnaval, realizaremos ainda dois eventos, um em Recife e outro em Olinda”, adianta. O novo espaço ficará aberto todos os sábados e domingos até o carnaval. Nos sábados, a visitação é das 14h às 19h; já aos domingos,  das 9h às 15h.

Xinelo Rasgado comemora 10 anos de carreira e lança CD de Carnaval

O grupo pé de serra foi criado em 2006 durante uma festa familiar sob o comando de Wellington Francisco (sanfona e voz) e a Aurineide Cândida (vocalista) e desde hoje toca em eventos particulares, corporativos e públicos apresentando um show com trocas de figurino e o melhor da cultura regional com músicas tradicionais, próprias e de sucessos da nova geração sempre com muita autenticidade e alegria.
Já são três CDs e um DVD na carreira da banda. Para comemorar seus 10 anos de estrada, o Xinelo Rasgado está lançando o seu primeiro trabalho voltado para o Carnaval com o Frevo Sanfonado. O novo álbum intitulado de “Frevo, Forró e Folia”, conta com 10 faixas que será lançado no sábado, 05 de novembro, a partir das 20h no Bar da Terra no Bongi no Recife, entre as participações especiais estão Aécio dos 8 Baixos e Xuxa do Acordeon.
Na programação da festa será feita uma homenagem aos que contribuem para a cultura local, com a entrega de 23 Troféus Xinelo Rasgado de Incentivo à Cultura, nas categorias: Comunicadores, Músicos, Fotógrafos, Casas de Shows/Estabelecimentos, Sanfoneiros, Poetas, forrozeiras e famílias. 
Serviço:
Lançamento do CD Frevo, Forró e Folia do Xinelo Rasgado
Quando: 05 de Novembro, a partir das 20h.
Onde: Bar da Terra – Rua Alexandre Padilha, 1067 – Bongi.
Ingresso: R$ 20 (Grátis o CD Frevo, Forró e Folia).
Informações: (81) 9.8757-6252 / 9.9763-3261

domingo, 21 de agosto de 2016

Casa do Carnaval recebe exposição para celebrar os 120 anos da Tribo Carijós do Recife

Fotos, textos, fantasias, instrumentos musicais, entre outros objetos recontam a trajetória da agremiação carnavalesca

Em 2016, a agremiação carnavalesca Tribo Carijós do Recife completa 120 anos. Para comemorar, o grupo leva à Casa do Carnaval, a partir das 16h desta segunda (22) a exposição 120 Anos da Tribo Carijós do Recife, que fica em cartaz até 23 de setembro. O público está convidado a conhecer um pouco da história da agremiação, através de registros fotográficos, instrumentos musicais, figurino e documentos. Como parte da programação comemorativa, na terça (23), acontecerá uma roda de debates sobre caboclinhos, tribo carijós, e a preservação das expressões culturais do carnaval do Recife. Da conversa participam a historiadora e pesquisadora Carmem Lelis (Gestora dos Ciclos Festivos da SECULT -  Recife), Claudio Nascimento (Gestor da Casa do Carnaval) e Jefferson  Nagô (Diretor da Tribo Carijós). A Casa do Carnaval é um equipamento cultural da Prefeitura do Recife e está localizada no Pátio de São Pedro, bairro de São José, casa 38.
HISTÓRICO - Com sete títulos no currículo a tribo Carijós foi fundada em 6 de março de 1896 pelo estivador Antônio da Costa que costumava incorporar o caboclo Carijó nas sessões de Jurema. Em seguida teve autorização religiosa de fundar um corpo fantasiado de índio durante o carnaval a fim de preservar a cultura regional. Em pouco tempo, seus caboclos já estavam nas ruas do Recife, com flechas, lanças, penachos coloridos e dançando Perré ao som de tambores, pífanos, gaitas de taboca e ganzá.

Serviço:

Exposição de 120 da Tribo Carijós do Recife
Centro de Formação, Pesquisa e Memória cultural – Casa do Carnaval, Pátio de São Pedro nº 38
Abertura: Dia 22/08, às 16h
Horário até o dia 23/09 - Segunda a Sexta das 9h às 17h
Roda de Debates, 23 de Agosto, 14h
Centro de Formação, Pesquisa e Memória cultural – Casa do Carnaval, Pátio de São Pedro nº 38 anexo
Mais informações: (81) 3355.4311

quinta-feira, 31 de março de 2016

Ademir Araújo, o Maestro Formiga

Em 1965, 1967 e 1968 foi vencedor dos concursos de carnaval promovidos pela Prefeitura Municipal do Recife na categoria maracatu. De 1970 até 1977, atuou como regente titular, da Banda Municipal do Recife. Em 1971, foi vencedor do festival de frevos dos Diários Associados com o frevo de rua "Alô, Recife". Em 1975, por ocasião das comemorações dos 150 anos do Diário de Pernambuco, o mais antigo jornal da América Latina, compôs a "Grande abertura Diário de Pernambuco" para orquestra sinfônica, banda militar e coro, e que foi executada a 7 de novembro daquele ano na Praça da Independência em Recife, em primeira audição. Em 1976, criou a Orquestra Popular do Recife da qual se tornou regente em 1977. Em 1980, participou, com a Orquestra Popular e com o cantor Claudionor Germano, do lançamento da orquestra volante de frevos, Frevioca, criada pelo pesquisador Leonardo Dantas Silva. No mesmo ano, foi vencedor do Frevança, Encontro Nacional do Frevo e Maracatu promovido pela Fundação de Cultura Cidade Recife e pela Rede Globo Nordeste, com a composição "Águia de ouro". Em 1981, tornou a vencer o Frevança com a composição "Formiga está de volta". Em 1982, produziu pelo selo Mocambo o disco "Carnaval do Nordeste nº 2", que foi distribuído pela Sudene em diversos países. No mesmo ano, venceu novamente o Frevança com a composição "Tonico está de volta". Em 1989, venceu pela quarta vez o Frevança com a composição "Andréa no frevo". Em 1996, a Polydisc lançou o CD "Sua excelência o frevo de rua". Suas composições estão dentro do campo popular, do qual compõe maracatus, frevos e outros gêneros. Dentro do campo erudito fez estudos para piano, flauta e oboé, além de poemas sinfônicos. Em 2002, lançou o CD "Release - Música Erudita Pernambucana". O disco relata, em 4 momentos diferenciados, todos compostos por Formiga, elementos da cultura do estado de Pernambuco. Na primeira obra, "Festa do Carmo", composta em 1978, o autor procura retratar as festividades da Padroeira da cidade do Recife, Nossa Senhora do Carmo. A obra compõe-se de cinco partes: Alvorada (Andante) - O amanhecer no pátio da igreja; Na Entrada da Igreja (Allegro Moderato) - O vendedor de santinhos, o pedinte e o momento de reflexão; O Santuário (Largo) - a prece, os pedidos e agradecimentos diante da imagem da Santa; A Procissão (Allegro) - A marcha da fé e a esperança de dias melhores; A Grande Festa (Allegro Vivo) - O Parque de Diversões, a Banda no coreto e as diversas emoções do povo. A segunda obra, "Poema Indio", composta em 1976, é dedicada ao jornalista, pesquisador e escritor Leonardo Dantas da Silva, e fala dos principais elementos presentes na cultura do índio. Essa obra, composta por cinco partes, foi executada pela Banda Municipal do Recife, no Museu do Estado de Pernambuco, durante a realização das festividades da Semana do Índio. As partes são: Andante (Manhã na Taba); Allegro Moderato (A Caçada); Andante Marcato (O Cacique); Moderato (O Pagé); Allegro Vivo (Dança). A terceira obra, "Poema Negro", composta e executada em 1976 pela Banda Municipal do Recife, e regida pelo próprio autor, Formiga, em uma sala do Museu do Estado de Pernambuco. Dividindo-se em cinco partes, a obra é dedicada ao jornalista Moysés Kertsmam, e se inspira na temática da cultura africana, que também muito influenciou a cultura do estado de Pernambuco. As partes são: Moderato (Anoitecer na Senzala); Allegro (O Feitor); Lento (Serenata à Sinhazinha); Allegro; Moderato (O Capoeira); Allegro (Dança). A quarta obra, "Abertura do diário de Pernambuco", é um poema sinfônico, feito inicialmente para cordas e banda. O tema é contar os 150 anos de trajetória do jornal mais antigo da América Latina (1825). A obra traz ecos da historia através do Coral que incide vocalizações sobre episódios e acontecimentos marcantes entre 1825 e 1975. Esta obra trás uma visão de mundo do compositor Ademir Araújo, pois é uma crônica musical das noticias, fatos, acontecimentos históricos divulgados através do Diário de Pernambuco. Em 2003, lançou o CD "O som dos Caboclinhos". O projeto, que foi realizado pela Plural produções, contou com a direção do próprio Formiga, além de participações especiais das tribos Sete Flecha, Tupã, Arapahos e Oxossi Pena Branca. Também participam a Banda Amigos da Cidade do Recife e a Banda Sinfônica da Secretaria de Educação de Pernambuco. O projeto do CD era divulgar mais o caboclinho, cantando antigos sucessos e recriando o ritmo através de composições e arranjos para Bandas. Em 2008, foi uma das personalidades homenageadas no carnaval de Pernambuco. A partir do mesmo ano, organizações, como a ONG Caldeira Cultural Brasileira, A Plural Produções e a Araújo & Soares, manifestaram interesse em apoiar, colaborar, fomentar e divulgar eventos nos quais o nome do Maestro esteja envolvido. Em 2010, as seguintes músicas que contaram com seu arranjo foram premiadas no "Festival de Música Carnavalesca 2010", realizado em Recife (PE): "Salu Rabequeiro", de Getúlio Cavalcanti, interpretada pelo Bloco da Saudade, na categoria Frevo de bloco; "O molejo do passo", de Roberto Cruz e Beto Hortiz, interpretada por Nonô Germano, na categora Frevo canção; e "Rainha do Morro", de Bráulio de Castro e Marcelo Varella, interpretada por Gerlane Lops, na categoria Maracatu. Do festival, participaram cerca de 200 artistas e compositores. Obra Acorda, gente Águia de ouro Aí vem os palhaços Alegria do Norte Alô, Recife Andréa no frevo Dia de festa Dona Santa (c/ José Amaro da Silva) festa do carmo Formiga está de volta Grande Abertura do Diário de Pernambuco Grande abertura sinfônica Maracatu indiano (c/ Romero Amorim) poema indio Poema negro Prelúdio de maracatu Regresso de maracatu Tonico está de volta Discografia (2003) O Som dos Cabocolinhos • CD (2002) Release - Música Erudita Pernambucana • CD (1996) Sua excelência o frevo de rua • Polydisc • CD

Cylene Araújo relança "Frevos & Maracatus"

“Desde a época do vinil” gravando músicas de carnaval nos CDs de forró, a cantora passou a dedicar projetos exclusivos ao frevo em 2005. “É o ritmo do meu estado. Me sinto realizada cantando”, confessa. Frevos e maracatus reúne frevos-canções e instrumentais. Nessas últimas, a sanfona toma a frente da folia. Duas faixas são de autoria da forrozeira: Menino bonito, gravada por Quinteto Violado em álbum, e Olinda, carnaval emoção. 01. Menino Bonito (frevo canção) 02. Olinda, Carnaval Emoção (frevo canção) 03. Oiá a Virada (frevo canção) 04. Minha Fantasia (frevo canção) 05. Juro (frevo canção) 06. Pernambuco Você é Meu (frevo canção) 07. Evocação Nº1 (frevo canção) 08. Centenário de Edgard Morais (frevo canção) 09. Exaltação à Recife (frevo canção) 10. Axé Zumbi (maracatu) 11. Bate o Bombo (maracatu) Contatos para shows: (81) 9615-9175 / 8684-3321 BAIXE AQUI.

Gonzagão também gravou Frevo. Disponibilizamos 04 faixas inéditas

Pouca gente sabe que antes de se tornar famoso como compositor e interprete de forró, Luiz Gonzaga gravou um disco compacto com quatro frevos, intitulado “Frevogodó”, tendo como co-autor Jonathas Lucena. Isso foi em 1945, mas a gravadora RCA, que tinha contrato de exclusividade com o “Rei do Baião” não quis lançar o disco por achar que não iria fazer sucesso. Mas, a razão maior foi evitar que o cantor e sanfoneiro de Exu (PE) saísse do foco de sua carreira na musica forrozeira, iniciada efetivamente em 1950 quando gravou “A dança da moda”. O compositor Jonathas Lucena guardou o maior segredo a respeito desse detalhe da carreira de Gonzagão e só depois de muito tempo resolveu dar divulgação ao fato. Portanto, o frevo pernambucano também foi cantado pelo “Rei do Baião”.

Forrozeiros gravam clipes para a folia. Listamos algumas produções

A folia tomou conta do nordeste e para celebrar esta grande festa, vários artistas do Forró decidiram lançar novas produções em audiovisual. Entre as novidades, estão Novinho da Paraíba, que resolveu ingressar de peito aberto no Carnaval e criando o frevo em parceria com Petrúcio Amorim “Olinda Recife”; Elba Ramalho com o seu “Frevo, Paixão e Zueira”, de André Rio e Rannieri Oliveira. Confira os clipes de carnaval: Olinda Recife – Novinho da Paraíba Frevo, Paixão e Zueira - Elba Ramalho Beijar Você - Derico Alves Eu quero Água - Iaponan Marins Frevo Davanira - Maciel Melo Evocações nº 1 – Cylene Araújo

Novinho da Paraíba no Frevo

Todo bom cantor nordestino, seja ele intérprete de qual gênero for, tem que cantar frevo também. É quase uma imposição. Está no sangue. Alcymar Monteiro, Elba Ramalho, Dominguinhos, Nádia Maia, são algunsdos inúmeros exemplos. Mas, estava faltando na grade dos forrozeiros frevistas o nome de um sanfoneiro e forrozeiro dos bons: Novinho da Paraíba. Este ano, o filho de Monteiro, na Paraíba, terra exportadora de muitos talentos musicais, resolveu ingressar de peito aberto no Carnaval. Depois de consagrado agitando o meio forrozeiro com um leque de grandes sucessos, Novinho decidiu criar um frevo ao lado de duas outras feras: Petrucio Amorim, com parceiro na composição e o mestre mastro Duda nos arranjos da musica. Nasceu, assim, o frevo-canção “Olinda Recife”, mais uma homenagem às cidades irmãs, que fazem juntas o melhor Carnaval do mundo. Novinho da Paraíba, portanto, é a grande novidade musical do Carnaval 2016.

A irreverência no Carnaval

Tem folião que aproveita o Carnaval para fazer paródias das musicas mais cantadas durante o ano, colocando letras que criticam as coisas erradas do País. Também é o  momento de levar na gozação personagens que foram bastante criticados ou citados nas mídias sociais.  Este ano, os mais fantasiados com certeza vão ser o “japonês” da Policia Federal, o juiz Sérgio Moro (aliás, os dois já são bonecos gigantes no Carnaval de Olinda), e ainda os que foram pegos pela Operação Lava-Jato: Nestor Cerveró,  Collor, o senador Delcídio, o Pixuleco, o ex-presidente Lula e, certamente, a atual Dilma.

Eles vão ocupar espaços antes pertencentes a figuras do cinema e das historias em quadrinhos, como “O Homem-Aranha”, “A Mulher-Gato”, “Hulk”, “Zorro” e tantos outros.
 
Assim é a folia de Momo. Serve pro povo se divertir de forma irreverente e jocosa,  tirar o peso das desventuras das costas e criticar as coisas erradas que acontecem neste País do Carnaval e da... propina.

Forró no Frevo

Homenageado do Carnaval do Recife, este ano, o cidadão Francisco Amâncio da Silva, que a maioria só conhece como o Maestro Forró, é um personagem da nova geração musical pernambucana. Sempre se apresentando de forma irreverente e com trajes que só ele mesmo veste criou e faz sucesso com a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério. Na infância conviveu com as musicas de Luiz Gonzaga por causa do pai, sanfoneiro. Gostava também das músicas de Capiba, do forró, passando pela lambada, chegou ao frevo, mas o forró ficou no apelido. Na época junina, a sua orquestra de frevos vira uma banda de forró – o “Fole Assoprado”, porque não tem sanfona, cujo som ele retira dos instrumentos de sopro. Já viajou por boa parte do mundo – Portugal, França, China, Cuba, e Turquia. Numa dessas viagens gravou a série “Andante”, exibida dias atrás pela Rede Globo-Nordeste. Maestro Forró, um dos maiorais do nosso Carnaval, costuma dizer: -“Minha historia é eruditizar o popular ou popularizar o erudito. É da minha infância isso. Meu pai era sanfoneiro popular e meu irmão é pianista erudito”.

Alceu do Carnaval

Folião e morador, símbolo mais autentico dos festejos de Momo na cidade de Olinda, o pernambucano Alceu Valença, nasceu em São Bento do Uma, nos limites do agreste com o sertão.

Começou a gostar de musica ouvindo os cantadores de feira interpretando Luiz Gonzaga,  Jackson do Pandeiro e Marinês. Ao vir para o Recife, aos 10 anos de idade,  passou a admirar outros gêneros musicais até se dedicar ao frevo. Conheceu Geraldo Azevedo, com quem gravou o seu primeiro disco e com o amigo foi morar no Rio de Janeiro, participando de alguns festivais.

Com o LP “Coração Bobo”, se tornou um artista conhecido no Brasil. Fez algumas excursões ao exterior, ganhou prêmios importantes, até se dedicar de corpo e alma ao frevo e viver com mais intensidade as noites em seu casarão de Olinda.

Estreou também como cineasta, dirigindo o filme “A Luneta do Tempo”, com o qual ganhou muitos elogios da crítica.  A cultura pernambucana muito deve a Alceu Paiva Valença, mais do que tudo um cantor e compositor nascido e criado entre os maracatus e a viola sertaneja. Um maioral do nosso Carnaval, homenageado este ano na folia de Olinda, com o tema: "O circo de Alceu Valença".


sexta-feira, 11 de março de 2016

PAÇO DO FREVO ABRE INSCRIÇÕES PARA ESCOLAS DE DANÇA E MÚSICA


O Paço do Frevo está com inscrições abertas aos interessados em integrar os cursos da Escola de Dança e Escola de Música da instituição. Reconhecido como referência em propagação e formação na cultura do Frevo, o centro cultural da Prefeitura do Recife possui opções de dança e música para todas as idades e públicos diversos, desde cursos para experimentações mais livres a cursos para alunos experientes. Além dos cursos já tradicionais do programa educativo do Paço do Frevo, uma novidade é que neste semestre, a instituição inicia uma série de parcerias que ampliam seu campo de atuação, em busca de oferecer uma programação diversificada aos alunos, como “Iniciação Musical”, realizado por Lila Santos ou ainda “Cavalo Marinho: Pisadas e Trupes", com João Lira; "Danças Brasileiras", com Marina Souza e "Frevo Brincante", com José Marques - este último dedicado a crianças de 8 a 12 anos.
Para Cursos Parceiros, as inscrições devem ser feitas diretamente com os professores, conforme informações em anexo. Para as Escolas de Música e Dança do Paço do Frevo, as inscrições podem ser feitas através do site do Paço do Frevo (www.pacodofrevo.org.br) e as informações, pelo fone: 3355-9524.
ANIVERSÁRIO DA CIDADE – Um dos equipamentos culturais de referência na cultura local, o Paço do Frevo não poderia deixar de homenagear a cidade do Recife, que comemora 479 anos em 2016. Para marcar a celebração, o educativo do Paço realizará, no próprio dia 12, uma visita guiada com mediação poética com a educadora e poetisa Luna Vitrolira que receberá o público com poesias de Manoel Bandeira, Carlos Penna Filho e Bia Marinho. O sábado (12) também contará com o espetáculo Skapibando, do grupo Ska Maria Pastora, revisitando a obra do compositor Capiba, um dos maiores compositores da música brasileira e o nosso mais importante compositor de frevo.
CURSO SOB MEDIDA - Pesquisadores, turistas, iniciantes ou artistas residentes que preferem aulas particulares com foco específico para atender a necessidades específicas podem contar com curso Frevo de Bolso. Os valores dos pacotes podem ser consultados via e-mail (cursos@frevo.org.br) ou presencialmente no Paço do Frevo.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Campeões do Carnaval 2016 são premiados no Santa Isabel

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As agremiações que se destacaram na Festa de Momo receberam as placas de campeões, em cerimônia realizada na tarde deste sábado (Fotos: Irandi Souza / PCR)

Neste sábado (05), o Teatro Santa Isabel foi palco para a entrega dos troféus aos vencedores do Concurso de Agremiações do Carnaval 2016. Os três primeiros colocados de cada uma das 11 categorias, receberam as placas de campeões numa plateia lotada com amigos, parentes e membros das agremiações, que saudavam com aplausos os vencedores. Participaram da solenidade a secretária de Cultura, Leda Alves, e o secretário executivo de Gestão Cultural, Williams Santana. O concurso foi uma realização da Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura da Cidade do Recife.
A cerimônia iniciou com o discurso da secretária Leda Alves congratulando a todos pela conquista, e também aos que contribuíram para a realização do Carnaval 2016. "Agradecemos a todos que de alguma forma ajudaram a fazer essa grande festa que é o carnaval do Recife. A sensação é de dever cumprido. Parabéns a todos! E aqui, na mais bonita casa espetáculo do Brasil, com muita honra, nós convidamos os campeões para receber seus merecidos troféus", convocou a Secretária.
Durante a cerimônia foram lembrados os homenageados do Carnaval 2016, Maestro Forró, Clube Carnavalesco Misto Pão Duro, e o Maracatu Nação Porto Rico, do Mestre Chacon, que agradeceu o prêmio de campeão do Grupo Especial, categoria Maracatu Baque Virado, bem como a homenagem recebida: "Para nós foi uma grande honra ser homenageado e recebemos com muito amor esse primeiro lugar". Participaram também da entrega o Rei Momo e Rainha do Carnaval 2016. O grupo Carijós do Recife, campeão do Grupo 1 da categoria Caboclinho, também foi lembrado durante a entrega dos troféus pelos 120 anos de existência completados exatamente neste sábado.
Após a entrega dos troféus, todos os membros presentes das agremiações vencedores se reuniram para a foto geral, num registro do que foi destaque no Carnaval do Recife, que é de fato, o grande campeão, queiram ou não queiram os juízes. Ano que vem tem mais carnaval e mais concurso. Evoé e até fevereiro de 2017!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Agenda Cultural do Recife entrevista Maestro Forró

Por: Anax Botelho 
Fotos: Eric Gomes/Divulgação 


A festa de momo há anos ganhou um artista e personagem cativante no Recife e em todo Pernambuco, o Maestro Forró. No comando da Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, o músico é responsável por releituras de clássicos do frevo, renovação e apresentações marcantes para todos os foliões. Este ano, não é à tôa, é um dos homenageados do Carnaval do Recife e, nesta edição da Agenda Cultural do Recife, fala um pouco da sua história. 

Agenda Cultural: Como despertou o seu interesse pela música? 

Maestro Forró: Dentro da família. Com cinco anos, comecei a me apresentar. Tocava zabumba ao lado do meu pai, Zé Amâncio do Coco, que é de Aliança. Ele é a maior referência em Coco de Roda da Bomba do Hemetério, mas não se limita só a esse ritmo. Carrega em seu universo referências de diversos ritmos populares. Meu pai é uma das influências mais fortes em minha formação. Trouxe toda a diversidade cultural da Zona da Mata, com seus maracatus, cirandas, cavalos marinhos e afins. 
Em casa eu tinha meu pai e, nas ruas da Bomba, via os ensaios e desfiles dos maracatus Nação Elefante e Leão Coroado, além das apresentações da Tribo Canindé (caboclinho), do Reisado Imperial e outros grupos populares. Isso também mexia muito comigo. 
Anos depois, meu irmão, Givanildo Amâncio, o Maestro Gil, tornou-se pianista. Ele se foi meu primeiro contato com a música erudita. Pouco depois, comecei as primeiras aulas da linguagem acadêmica musical com o Professor José do Nascimento Tenório, no Colégio Dom Vital, em Casa Amarela, onde fiz parte da banda de música. 
Aí, com base popular e erudita, fui percebendo que é possível unir essas suas vertentes em um tipo de música plural e desburocratizada. Hoje, trabalho para fazer uma música acessível a todos os públicos. 

AC: Qual é a origem do seu nome artístico? 

MF: Nos anos 1980, a lambada era o ritmo do momento. Mas eu escutava muito forró por conta do meu pai. Em uma festa de São João na escola de música, meus colegas pediam para cantar uma lambada atrás da outra. Na minha vez de cantar, toquei composições de forrozeiros como Azulão, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. O professor Tenório se impressionou com o repertório e passou a me chamar de Forró. Aí pegou e nunca mais saiu. 

AC: Em toda sua história na música, quais fatos você considera inesquecíveis? 

MF: Ah, tem muita coisa! Muita mesmo... mas a homenagem que eu recebi, em 2010, do Homem da Meia-Noite, foi muito linda. Naquele ano, fui homenageado no desfile dos Bonecos Gigantes, em Olinda. Uma bela hora, surge o Homem da Meia-Noite. Ele nunca sai de dia, entende? Isso me emocionou. Ano passado, recebi outra homenagem dele [Homem da Meia-Noite], mas desta vez do bloco dele mesmo. Regi a saída da Orquestra. É um patrimônio cultural do Estado que reconhece meu trabalho, fiquei feliz com essa generosidade. 

Dois trabalhos que fiz com o Maracatu Nação Pernambuco, antes de criar a Orquestra, também foram inesquecíveis. Trabalhei no espetáculo Uma Noite Brasileira em Paris, em temporada de três meses na casa de espetáculos Divan du Monde, no ano 2000; e dois anos depois, como arranjador e músico/instrumentista em turnê de três meses na China. Foram muito fortes porque foram trabalhos maravilhosos executados durante um período razoável no exterior, em meio a culturas diferentes. Muito bom. 
Não posso deixar de citar, também, os momentos em que recebemos, eu e a Orquestra, a medalha Leão do Norte (2011) e a Ordem do Mérito Cultural (2012). Essa última foi entregue pela presidenta Dilma. Meu amor pela cultura proporcionou essas experiências. Nunca vou esquecer. 

AC: O bairro da Bomba do Hemetério é determinante na sua produção musical? 

MF: Sem sombra de dúvida. A riqueza cultural da Bomba é inegável. Como fui criado lá, minhas influências, diretas e indiretas, passam pela cultura viva do bairro. Temos caboclinhos, troças, maracatus, reisados, bois, escolas de samba, urso, afoxé, clube de frevo, tribo de índios, quadrilhas juninas e bonecos. Não tem como ser diferente. 

AC: Sua performance nas apresentações é um dos destaques, o que você sente na hora? 

MF: Cada apresentação, na verdade, começa bem antes de chegarmos ao palco. Eu diria que o início de tudo vem do processo de criação, buscando o melhor possível para o público. Nesse caminho, vem a expectativa de tudo dar certo, de poder interagir com as pessoas, levando e recebendo energia. Esse caldeirão de emoções é indescritível! É tão maravilhoso que se transforma no elemento vital que para que eu, assim como as demais pessoas que trabalham com cultura, acorde, trabalhe e siga frente amando o que faz. 

AC: Como você definiria sua música? 

MF: Olha, minha música é divertida, animada... ela é resultado de um esforço enorme, meu e da Orquestra. O trabalho é feito com base em quatro pilares: pesquisa, manutenção, releitura e interação cultural. Isso veio fortalecer a qualidade técnica e a espontaneidade a execução musical da Orquestra. Quero desmistificar e desburocratizar a figura dos tradicionais maestros. Minha ideia é “eruditizar o popular e de popularizar o erudito”. Transfiro isso para a Orquestra. Os músicos são muito parceiros, muito dedicados ao trabalho, e isso passa para o resultado final. O público gosta do que fazemos, o que indica como estamos azeitados e no caminho certo. Isso me deixa feliz. 

AC: Você tem uma carreira internacional bastante consolidada, como em Cuba, por exemplo. O que você gosta de mostrar em outros países? 

MF: Gosto de levar nossa cultura. Em Cuba, estive ano passado para gravar a segunda temporada do programa Andante, no qual estabeleço diálogo entre a cultura desses locais e a de Pernambuco. Fiquei impressionado. Recebi, pouco depois, um convite para participar do Festival Del Caribe, que é um dos maiores da América Central. Toquei frevo nas apresentações e dei oficinas de cultura popular a músicos experientes e jovens de lá. Mas nosso trabalho já chegou à Europa e aos Estados Unidos, onde nos apresentamos com impressionante sinergia com o público. Sempre que vou para outro estado ou país, é para mostrar o que Pernambuco produz de melhor. 

AC: 2016 já começa com tudo para você, sendo homenageado do Carnaval do Recife, mas o que você espera do ano? O que você tem de novidade para apresentar? 

MF: Planos, tenho muitos. Posso adiantar que quero lançar a segunda temporada do programa Andante no segundo semestre. Estou trabalhando para lançar um CD e também para sair em turnê Brasil afora com o projeto Fole Assoprado, comemorando uma década desse trabalho. O Fole Assoprado consiste no uso dos instrumentos de sopro para reproduzir o som da sanfona, executando forrós, xotes e baiões de uma forma totalmente particular. Mas ainda estamos negociando financiamento e produção dessas ações.