quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Cantora CYLENE ARAÚJO carnaval 2016

CYLENE ARAÚJO, cantora,compositora, radialista , jornalista e apresentadora do FORROBODÓ lança no mercado fonográfico, mais um CD direcionado ao CARNAVAL.

Com o título FREVOS & MARACATUS o 28º trabalho  da artista, traz  uma seleção com frevos autorais e regravações de grandes sucessos do carnaval pernambucano.Entre os frevos de sua autoria, um destaque para Olinda Carnaval Emoção (frevo canção),Menino bonito,(frevo canção em parceria com Moises Wolfenson)  Bate o bombo (Maracatu). Pernambuco Você é Meu, um clássico do frevo canção de autoria dos compositores Nelson Ferreira e Aldemar Paiva também faz parte deste trabalho musical.

Cylene Araújo, fez um ensaio fotográfico para a capa deste CD no RESORT AMOARAS, localizado na praia de Maria Farinha.Acompanhe abaixo a capa e o making of .

                                             
                             



  



      
                                                       





                    Cylene Araújo se preparando para o ensaio e vídeo clipe  do carnaval.



                               




Todas as fotos foram tiradas no RESORT AMOARAS em Maria Farinha-Paulista/Pernambuco-Brasil.  

                                                           
                           
 

Getúlio Cavalcanti ganha boneco gigante no carnaval de Olinda

O compositor de Último regresso será homenageado no 29º Encontro de Bonecos Gigantes de Olinda


O  cantor e compositor Getúlio Cavalcanti será o homenageado do 29º Encontro de Bonecos Gigantes de Olinda de 2016, marcado para o dia 9 de fevereiro, com concentração às 10h30, no Largo de Guadalupe, na Cidade Alta. 

Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, na Estação Quatro Cantos, o mestre bonequeiro Sílvio Botelho apresentou o gigante que irá representar o compositor de Último regresso. "O Encontro de Bonecos foi criado para reunir os gigantes espalhados pela Cidade Alta. No próximo ano Getúlio ganha seu gigantão. Ele mora em Olinda, canta Olinda e é o representante do nosso carnaval", disse Botelho. 

O boneco de Getúlio está vestindo a fantasia do Bloco da Saudade, agremiação que o compositor especialista em frevos de bloco participa há 35 anos. "Queremos resgatar os antigos carnavais de rua, onde o povo participa, veste sua fantasia e sai para brincar ao som de frevo, maracatu, caboclinho e samba. Me sinto honrado em fazer parte desta história", comenta o compositor de 73 anos. Para o encontro, Getúlio ofereceu a canção Se teus bonecos falassem, composta há 15 anos. "Se teus bonecos falassem / Deveriam contar / Ao som de um frevo imortal / Que Olinda se fez pra gente sonhar / Que a vida é sempre um carnaval". A estrofe estará estampada na nova camisa para o desfile de 2016. 

Getúlio Cavalcanti nasceu no município de Camutanga, na Mata Norte do estado, no dia 10 de fevereiro. A discografia é composta por 12 CDs, 2 LPs e 1 DVD. Ele contabiliza mais de 250 composições e 120 frevos gravados. Entre eles, Um amor a mais, Bom Sebastião de Último regresso, este último já foi regravado por quase 30 artistas. 



domingo, 29 de novembro de 2015

Alceu Valença Cria série de TV Inspirado nas musas da sua obra

O cantor, Compositor e ícone do Carnaval de Olinda, Alceu Valença, Gostou de ter tido a experiência de trabalhar com imagem, como fez a roteirizar e dirigir o filme “A Luneta do tempo.”
Segundo a coluna de Patrícia Kogut, de O Globo, Alceu agora flerta com a televisão. Ele cria uma série inspirada nas musas das músicas dele, como a Morena tropicana e a Belle de jour, juntamente com o Diretor da Globo Alexandre Moretzsohn. A direção de arte e o figurino serão de Marília Carneiro, também da Globo, famosa desde que pôs meias de lurex na personagem de Sônia Braga em Vale tudo. As gravações estão marcadas para abril de 2016, no Rio e em Olinda.

Fonte: PE no Carnaval

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

O frevo constrangedor da “Dança dos Famosos”

por Robson Gomes
Especial para o Social1
Viviane levou o primeiro lugar na dança. Foto: Divulgação
Viviane levou o primeiro lugar na dança. Foto: Divulgação
Faltou Google. Talvez essa poderia ser a primeira justificativa “plausível” para explicar a pobreza de informações divulgadas ontem (22), durante a rodada da Dança dos Famosos – quadro do Domingão do Faustão – em que resolveram, pela primeira vez em dez edições, inserir o Frevo como um ritmo da competição.
Os deslizes foram desde a seleção musical – que mesmo com canções de artistas consagrados como Gal Costa, Moraes Moreira, Elba Ramalho entre outros – onde nenhuma das cinco faixas representava a dança pernambucana, até os jurados técnicos. Ana Botafogo e Ivaldo Bertazzo entendem (muito!) do assunto dança como um todo, mas era nítido que faltou um know-how aprofundado para julgar a rodada de Frevo com mais propriedade.
Os competidores também tiveram sua parcela de culpa, já que todos os professores esqueceram do principal fundamento da dança carnavalesca com sombrinha: o Frevo é uma dança predominantemente individual. Era possível que houvesse uma troca de olhar, ou uma coreografia mais sincronizada, mas pegadas e aéreos com mãos passavam longe do que representaria o ritmo. Afinal, ninguém dança daquele jeito.
Por fim, Arthur Aguiar, Igor Rickli e Viviane Araújo (a melhor da rodada na classificação final) foram, no geral, os menos ruins a tentarem dançar o ritmo. O constrangimento foi tanto que até Faustão sentiu que tinha muitas coisas erradas ali, fazendo com que ele improvisasse um pedido de desculpas aos telespectadores pela falta de representatividade do ritmo em questão, levando a produção a soltar, nas pressas, um trecho de Vassourinhas, música clássica do Frevo esquecida na competição.
Com erros na direção musical (de PH Castanheira) e do quadro como um todo (Henrique Matias), uma competição que, ao que parece, é planejada com meses de antecedência, revelou-se frágil ao mostrar um frevo tão longe da realidade. Quem perdeu foi o grande público, que poderia se encantar se ouvisse um Alceu Valença, um Capiba ou um Maestro Spok (e não ‘Pok’, Faustão!), provocando uma maior curiosidade de ir no Google logo após o programa. A coisa, realmente, não “freveu”.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Recife anuncia homenageados do Carnaval 2016

Clube Pão Duro, Maestro Forró e Maracatu Porto Rico serão celebrados no ciclo carnavalesco. Os homenageados foram informados pelo prefeito. (Foto: Andréa Rêgo Barros/ PCR)
Um Clube de Frevo e um Maracatu de Baque Virado centenários, e um jovem maestro. Estes são os homenageados do Carnaval 2016 do Recife, anunciados pelo prefeito Geraldo Julio nesta quarta-feira (04). Celebrando a diversidade cultural da festa, recebem o posto maior da folia o Clube Carnavalesco Misto Pão Duro, o Maestro Forró e o Maracatu Nação Porto Rico, que foram recebidos pelo prefeito em seu gabinete, no 9º andar no edifício- sede da Prefeitura do Recife.
Para o prefeito Geraldo Julio, os homenageados representam a tradição e a nova geração da nossa cultura. "O Maestro Forró representando a contemporaneidade da nossa cultura e do nosso Carnaval; e o Clube Carnavalesco Pão Duro e o Maracatu Nação Porto Rico, os dois centenários, são os homenageados do nosso Carnaval do Recife. Nessa homenagem, a Prefeitura é somente o mensageiro, o caminho, porque essa é uma homenagem do povo do Recife à tradição, à força, à cultura e ao talento desses artistas", destacou o gestor.
"Nessa homenagem, a Prefeitura é somente o mensageiro, o caminho, porque essa é uma homenagem do povo do Recife à tradição, à força, à cultura e ao talento desses artistas"
Os três homenageados são figuras importantes dentro do contexto do Carnaval do Recife. O Clube Carnavalesco Misto Pão Duro, fundado no Pina, mas atualmente sediado em São José, comemora no próximo ano o seu centenário de fundação. Maestro Forró, levou para o Brasil e o Mundo o frevo recifense,  a potencialidade musical e a irreverência dos moradores da Bomba do Hemetério, na zona norte do Recife.

O Maracatu Nação Porto Rico também comemora 100 anos de existência em 2016 e é um dos mais antigos ainda em atividade no Recife, tendo já viajado por diversas partes do Brasil e da Europa. A homenagem celebrará assim a tradição e o novo, o ontem e o agora, mostrando que um Carnaval se faz de sua história com um olhar também para o futuro.

"O sentimento é de vitória, passa um filme na cabeça com toda a nossa história, toda a resistência, todo esse legado que vai perpetuar por muitos e muitos anos. Devemos tudo isso à nossa resistência, minha mãe acreditou muito nesse trabalho e nessa família que é o maracatu. Completar 100 anos é muito importante e que venham mil anos e que nossos filhos e netos possam levar esse legado com muito carinho, respeito e dedicação fazendo com que essa história permaneça e fique para sempre", afirmou Chacon Viana, mestre e presidente do Maracatu Nação Porto Rico. 

Maestro Forró ressaltou a responsabilidade de ser homenageado do Carnaval do Recife. "Fica um sentimento de profundo agradecimento e de grande responsabilidade sobretudo ao lado de duas agremiações tão importantes para o nosso Carnaval, que é o Clube Carnavalesco Pão Duro e o Maracatu Nação Porto Rico. Quando passa o Clube Pão Duro ninguém fica parado, quando vem o Maracatu Porto Rico todo mundo se mexe e é assim também com o nosso frevo. Tenho certeza de que no que depender dos grandes foliões, que é quem faz o nosso Carnaval, e no que depender da gente, os homenageados, e dos outros artistas recifenses e pernambucanos, o Carnaval do Recife vai bombar", disse Forró.

Para o presidente do Clube Pão Duro, José Levino Xavier, esse Carnaval vai ser ainda mais especial. "Estou feliz demais com a homenagem, nunca recebi uma homenagem assim. Éramos sete irmãos, Deus levou seis, ficou eu. O Carnaval vai ser especial no ano que vem, eu sou trabalhador e gosto muito do clube. Queria que tivesse meus irmãos, mas Deus não quis."

Confira detalhes sobre cada um dos homenageados do Carnaval 2016 do Recife:

Maracatu Nação Porto Rico

Tem como data oficial de criação o 7 de setembro de 1916, no Sítio Palmeirinha, município de Palmares, na mata sul de Pernambuco. À frente da agremiação está a Ialorixá Elda Viana, conhecida por Mãe Elda e tem como mestre Chacon Viana, filho da rainha. Suas cores são o verde e o vermelho em homenagem ao orixá patrono, Ogum. O maracatu já se apresentou em capitais como Sergipe, São Paulo e Bahia, além de países como Alemanha, Bélgica e Espanha. Já foi campeão oito vezes do Concurso de Agremiações Carnavalescas do Recife. Tem um CD gravado em 2003: Maracatu Nação Porto Rico: no baque das ondas.

Maestro Forró

Francisco Amâncio da Silva, o Maestro Forró, da Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, nasceu no Recife, Pernambuco, no dia 14 de outubro de 1975. Filho mais novo da professora aposentada Maria da Penha e de José Amâncio da Silva, mais conhecido como "Zé Amâncio do Coco". Aos cinco anos passou a tocar zabumba e sanfona para acompanhar o pai. Começou a estudar música formalmente nos anos 1980, e integrou a banda da escola de música Dom Vital, onde ganhou o apelido de Maestro Forró. Integrou o Centro de Criatividade Musical do Recife e, posteriormente, estudou trompete na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Desenvolve as atividades de músico, compositor e arranjador. Em 2002, criou na sua própria casa a Escola Comunitária de Música Zé Amâncio do Coco e assim nasceu a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério (OPBH). O maestro Forró é pai de Thaís, Mylena, Mayara e Júlia.

Clube Carnavalesco Misto Pão Duro

Foi fundado em 16 de março de 1916 por um grupo de rapazes, na Praia do Pina. Sentindo fome, o grupo se dirigiu a uma padaria para comer, mas só encontraram pão velho e duro. Adquiriram mesmo assim o produto e saíram comendo. Mas, um dos rapazes, para fazer graça, colocou um dos pães numa vara e saiu pulando e cantando pelas ruas da comunidade. No Carnaval de 1917, a Troça Carnavalesca Pão Duro estava participando do seu primeiro Carnaval como agremiação formada, mas foi em 8 de outubro de 1993 que ela passa para a categoria de Clube Carnavalesco Misto. Com estandarte nas cores vermelha e verde, o Pão Duro possui músicas próprias como a Marcha nº 1 Fogão e sua marcha regresso A chave e um segredo, compostas por José de Barros.

Carnaval 2016 de Recife e Olinda: veja as datas

Blocos já ensaiam nas ladeiras de Olinda para a folia de 2016. Prévias e atrações começam a ser divulgadas.


Pitombeira dos Quatro Cantos se encaminha para a sede do bloco após desfile nas ruas do Sítio Histórico de Olinda. (Foto: Marina Barbosa/G1)Pitombeira dos Quatro Cantos já está fazendo 
ensaios em Olinda (Foto: Marina Barbosa)
O feriado da terça-feira de carnaval de 2016 vai ocorrer no dia 9 de fevereiro. O Grande Recife já começa a imersão na folia e algumas agremiações, como a tradicional troça da Pitombeira, já fazem seus ensaios para a festa.

Confira as datas já anunciadas:
» Prévias
22/01 - Fura Olho
23/01 - De Bar em Bar, com Gabriel Diniz
23/01 - Bal Masqué, com Alceu Valença e Claudia Leitte
29/01 - Bicaldinhos
31/01 - Olinda Beer, com 10 atrações nacionais entre elas já confirmadas Wesley Safadão, Bell Marques e Aviões do Forro
» Carnaval
5/02 - Camarote Seu Boteco
6/02 - Desfile do Galo da Madrugada
6/02 - Camarote Seu Boteco
7/02 - Parador, com Ivete Sangalo e a dupla Henrique & Juliano entre as atrações
7/02 - Camarote Seu Boteco
8/02 - Parador, com Ivete Sangalo e a dupla Henrique & Juliano entre as atrações
8/02 - Camarote Seu Boteco
9/02 - Parador, com Ivete Sangalo e a dupla Henrique & Juliano entre as atrações
9/02 - Camarote Seu Boteco
As prévias acontecem aos domingos, quinzenalmente, na sede da troça, na Rua 27 de Janeiro, em Olinda, sempre a partir das 13h. As datas geralmente são anunciadas na página na troça -- no próximo domingo (1º), tem ensaio.
A sede do Galo da Madrugada também recebe prévias. Todas as quintas-feira, até antes do carnaval, acontece o projeto 'Quintas do Galo'. O cantor Gustavo Travassos abre a série de prévias da casa nesta quinta-feira (29), com convidados e também grupo de passistas, bloco lírico, entre outros.

Desfile
O tradicional desfile do Galo da Madrugada ganha as ruas do Recife no sábado (6). A agremiação vai lembrar os 50 anos de nascimento de Chico Science, nascido a 13 de março de 1966. As atrações ainda vão ser anunciadas.
Os camarotes privativos oficiais estão à venda – eles não têm serviço de buffet, que deve ser contratado à parte junto à organização. O preço é de R$ 5.500 para os espaços do primeiro piso, que fica a 2,5 metros do chão, e R$ 7 mil, para os que ficam a 5 metros do chão, para quem pagar até o dia 30 de novembro.
O ritmo dançante das músicas de Wesley Safadão fizeram a temperatura subir em Barretos  (Foto: Mateus Rigola/G1)Wesley Safadão também participa do carnaval
recifense (Foto: Mateus Rigola)
Os interessados em comprar um dos camarotes precisam comparecer à sede da agremiação, na Rua da Concórdia, número 984, no bairro de São José. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 3224-2899 ou pelo site do Galo.
No percurso do Galo, também são montados camarotes particulares, com outras atrações. O camarote do Balança Rolha ainda não anunciou as atrações, mas já está vendendo ingressos, que custam R$ 180 e estão à venda pela internet. O camarote Arena Privilege vai trazer para o sábado de Zé Pereira Wesley Safadão e Gabriel Diniz.
Blocos
Os blocos que querem sair no período pré-carnavalesco nas ruas e durante a folia precisam ficar atentos para cumprir os prazos estipulados pela Secretaria de Defesa Social (SDS). Os interessados têm até o dia 30 de novembro para protocolar o pedido de policiamento no batalhão de polícia da área.
O período pré-carnavalesco vai acontecer do dia 17 de janeiro ao dia 5 de fevereiro, enquanto a SDS considera como período de carnaval do dia 6 a 10 de fevereiro. O pós-carnaval ficou definido entre os dias 12 e 21 de fevereiro. 
Fonte: G1/PE

terça-feira, 10 de março de 2015

Carnaval de Pernambuco é aprovado por 98,32% dos visitantes

Dados foram obtidos em pesquisa realizada durante atendimento nos Centros de Atendimento aos Turistas

O Carnaval de Pernambuco atraiu mais de um milhão e meio de visitantes em 2015, dado que revela um crescimento de 15% em relação ao ano passado, quando 1,3 milhão de turistas e excursionistas participaram da Folia de Momo. Segundo levantamento da Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, por meio da Empresa de Turismo de Pernambuco - Governador Eduardo Campos (Empetur), junto aos Centros de Atendimentos aos Turistas (CATs), grande parte dos turistas que foram atendidos pelos CATs são oriundos de São Paulo (52,28%), seguidos do Rio de Janeiro (9,93%) e Bahia (6,60%). Já entre os estrangeiros, Argentina (20,47%), Chile (17,4%) e França (13,99%) foram os que mais compareceram aos Centros.  
De acordo com dados coletados pelo atendimento nos Centros de Atendimento aos Turistas, o Carnaval de Pernambuco foi aprovado por 98,32% de visitantes, número maior em relação aos 95,99% do ano passado. Em 2015, 87,20% dos turistas atendidos informaram que têm intenção de retornar ao Estado, em comparação a 78,72% ao mesmo período de 2014. Um exemplo disso é que 99,5% deles afirmaram que recomendariam a Folia de Momo para outras pessoas.
Os números foram baseados nos atendimentos dos CATs entre os dias 06 e 17 de fevereiro, nos oito Centros de Atendimento ao Turista fixos, localizados no Aeroporto Internacional de Recife, Aeroporto de Petrolina, Terminal Integrado de Passageiros (TIP), Praça do Carmo - em Olinda, Praça de Boa Viagem,  no Recife, nos Shoppings Recife e RioMar e Casa da Cultura, também no Recife. E nos móveis, os triciclos circulando no Bairro do Recife e os instalados nos polos de Bezerros e Nazaré da Mata.
Os turistas que visitaram o Estado demonstraram interesse pela história e cultura do destino, pedindo informações sobre locais como a Casa da Cultura e o Mercado de São José. Dentre as publicações mais requisitadas, mapas do Recife e de Olinda, do Litoral Sul, o roteiro PE de 1 a 8 Dias, a Rota 232, as agendas culturais e a programação de carnaval dos principais polos carnavalescos.
SECRETARIA DE TURISMO, ESPORTES E LAZER DE PERNAMBUCO

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Geraldinho Lins - Galo 2015


01. Leão do norte
02 Estação da Luz
03 Encosta Neu
04 Monumento Vivo
05 Bota pra Fever
06 Sou Teu Amor
07 Balança o Saco
08 Ligado em Você
09 Recife Maracatu
10 Galera do Brasil
11 Que Força é Essa
12 Sementes
13 Esperando na Janela
14 Cometa Mambembe
15 Frevo Mulher
16 Ultimo Regresso
17 Madeira do Rosarinho
18 Evocação 1
19 Segura Eu
20 Tropicana
21 Nos 4 cantos
22 Menina Pernambucana
23 Trombone de Prata
24 Juventude Dourada
25 Balão Dourado
26 Riacho do Navio
27 Forró no Escuro
28 Você Vacilou
29 Superfantástico
30 País Tropical

Entrevista: Belo Xis

Texto e fotos: Gianfrancesco Mello

Belo Xis

Filho de sambistas, o samba é o ritmo que sempre guiou a vida do cantor e compositor Antônio José de Santana, popularmente conhecido como Belo Xis. Este ano, ele comemora 40 anos dedicados à música. Belo Xis é o puxador oficial da escola Gigante do Samba, da Bomba do Hemetério, Zona Norte do Recife, e faz parte da ala de compositores da Unidos da Tijuca, no Rio de Janeiro. Tem 12 CDs gravados e já tocou com grandes nomes como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Leci Brandão e Chico Silva. Influenciado também pelas músicas de Luiz Gonzaga, o artista conversou com o repórter Gianfrancesco Mello sobre o seu histórico profissional até o sucesso atual e ainda sobre o Dia Nacional do Samba, que é comemorado no dia 2 de dezembro.

Agenda Cultural – Como começou sua paixão pelo samba?

Belo Xis  Fui criado no meio do samba. Meus pais e meus tios eram todos sambistas. Eu morava na Rua Santo Moreira, no Cordeiro, e lá o meu pai – nos fins de semana – reunia a família e os amigos para tomar batida (bebida da época) e ouvir samba. Era uma grande confraternização semanal no quintal de casa entre minha família e os amigos. E eu ficava como discotecário. Tinha um pé de carambola no meu quintal e o meu pai possuía um alto-falante chamado de corneta que ele amarrava em cima do pé. Como eu era o discotecário, trocava os LPs que meu pai já tinha selecionado para tocar. Eram artistas como Ciro Monteiro, Jorge Veiga, Roberto Silva, Germano Matias, Jamelão, Elizete Cardoso, entre outros artistas tradicionais. Mas gostava de jogar bola com os meus amigos e o meu pai junto com um dos meus tios me dava dinheiro para eu não sair de lá. Eu até achava bom porque eu podia ir comprar meus gibis e, à tarde, eu assistia seriados no Cine Cordeiro. Nessa época, morávamos na casa da minha avó, Dona Maroquinha.

Depois de um tempo, meu pai comprou uma casa no bairro da Torre, próxima da praça. E o samba sempre rolava na minha casa. Aquele ritmo foi entrando na minha cabeça de uma maneira tal que só comecei a pensar em samba. Ao mesmo tempo, tinha um tio meu que morava no Bairro de São José e, na época, já existia a escola de samba Estudantes de São José. Foi assim que comecei a me entrosar com as escolas de samba. Ao mesmo tempo, na Torre, tive oportunidade de jogar futebol como goleiro do Santa Cruz na categoria juvenil. Com o tempo, fui para o América do Recife. Eles me chamavam de Santana. Aos 19 anos, fui jogar no juvenil do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro. Como estourei a idade no juvenil, fui ser jogador profissional no Madureira a convite do meu treinador do juvenil do Vasco, que foi chamado para trabalhar lá. No Rio de Janeiro, eu era conhecido como Toninho.


Madureira é o berço do samba. Quando eu cheguei lá, encontrei Roberto Ribeiro, que tinha vindo depois de uma passagem pelo Goytacaz Futebol Clube de Campos, da cidade de Campos dos Goytacazes, e também do Fluminense. Eu fui morar na concentração do Madureira. Fiquei dividido entre o time Madureira e as escolas de samba Portela e Império Serrano. Mas, ao mesmo tempo, minha família morava em Nova Iguaçu e os meus primos já eram ligados com a Mocidade Independente de Padre Miguel. Eu mesmo já tinha uma identificação com a escola porque eu achava esse nome muito bonito (Mocidade Independente de Padre Miguel). Foi a partir desse momento que me entrosei, ainda mais, no Rio de Janeiro. Na época, Roberto Ribeiro já estava deixando o futebol porque ele já era intérprete da Império Serrano. Lembro que, durante as nossas viagens para jogar, rolava muito samba e a batucada comia. Na ocasião, eu também já sentia minha tendência para o samba. No entanto, eu fazia parte da Mocidade porque seria muito visado na Madureira e poderia sofrer algum preconceito por ser jogador e gostar de samba. Isso porque as pessoas sempre ligavam o samba com bebida, e jogador que bebe não era bem visto.

Quando voltei ao Recife, fui gerente de uma empresa. Tinha tudo a minha disposição. Teve um tempo que joguei no São Domingos, em Maceió. Mas o que eu queria mesmo era ser sambista. Por esse motivo, criei um grupo de samba chamado Sambig Show. Lembro que já existia um outro grupo chamado Samba 5. Então, esses dois grupos começaram a fazer sucesso nos anos de 1970. Também comecei a me envolver com a Gigante do Samba, no qual ganhei vários sambas.

Agenda Cultural – Com início de sucesso nas noites pernambucanas, você voltou para o Sudeste do Brasil?

Belo Xis – Sim. Fui a São Paulo fazer parte da ala de compositores da Mocidade Alegre e passei também pela Rosas de Ouro. Com o tempo, retornei ao Recife e continuei na Gigante do Samba, mas com uma bagagem maior. À noite, durante uma apresentação, surgiu uma pessoa dizendo que era diretor artístico da gravadora Continental. Fiquei meio sem querer acreditar, mas guardei o cartão dele. No outro dia, eu olhei o cartão melhor e vi que se tratava de Moacir Machado. Fui logo encontrar com ele. Veio, então, o primeiro contrato pela Continental. Isso aconteceu no mês de maio e ele pediu que eu fosse para São Paulo em julho. Chegando lá, com tudo pronto para gravar o meu primeiro LP, o Moacir teve um desentendimento com a direção da Continental e tudo foi por água abaixo. Eu chorei. O problema é que a imprensa pernambucana já tinha feito toda aquela propaganda de eu ser o primeiro sambista pernambucano a gravar um LP em uma gravadora. Decidi continuar por lá e batalhar. Liguei para o meu pai e ele me deu muito apoio para continuar. Pedi ajuda a um amigo meu que era dono de um hotel para me deixar ficar por lá. Eu tinha levado uma fita K7 e comecei a rodar em várias gravadoras, mas ninguém se interessava.

Depois de um tempo, finalmente, fui a uma gravadora e que estava gravando era Nando Cordel. O nome da gravadora era Ariola. Contei ao Nando o que aconteceu e que estava na luta há uns três meses. Nando me apresentou a Pedrinho da Luz. Pedrinho disse que já tinha esgotado a verba de produção e que não podia fazer nenhum outro disco. Isso já era no meio de setembro e as gravadoras gostavam de lançar os LPs em dezembro. Estava muito em cima. Quando saí, voltei e falei: “Pedrinho, como você vai saber sobre o meu som? Você nem me escutou. Vou deixar uma fita K7 e você escuta na sua casa. Amanhã, eu venho buscar a fita porque à noite eu volto pra o Recife. Fui no outro dia e nada dele chegar. Deixei um bilhete com a secretária do Pedrinho para ele mandar a fita pelo malote para Silva Jamaica, da Ariola no Recife, e fui embora.

Quando fui saindo da gravadora, um cidadão correu atrás de mim e gritou meu nome. Ele disse que Pedrinho tinha chegado e que queria falar comigo. Voltei. Ele demorou a me chamar e, quando me chamou, me recebeu na porta dizendo: “Parabéns! Vou lhe gravar. Já marquei tudo. Você não volta pra o Recife agora. Ligue pra sua família.” Caí no choro porque foi muita luta para conseguir aquele sim de uma gravadora. Gravei meu primeiro LP pela Ariola e o disco foi lançado em dezembro. Isso foi em 1984, mais ou menos. Só que todos os discos de samba eram gravados no Rio de Janeiro e eu estava em São Paulo. O meu sonho era gravar no Rio. Quando conversei com ele, Pedrinho disse que eu iria para o Rio de Janeiro passar uma semana lá e que eu retornaria para São Paulo junto com os melhores músicos da época para gravar. Isso porque a verba era de São Paulo e eu tinha que gravar em São Paulo. Fiquei mais aliviado e tive a oportunidade de gravar com nomes como Rafael Rabelo (sete cordas) e Wilson das Neves (baterista), além de ter o arranjo feito por Zé Menezes. Foi assim que surgiu o LP Sambando no meio do povo.

Agenda Cultural – Por quais outras gravadoras você passou depois do seu primeiro LP?

Belo Xis – Gravei dois discos na Ariola. Quando o selo da Ariola acabou, fui para a Continental, que foi a primeira que tentei e deu toda aquela história de cancelamento. Fiz dois discos pela Continental, dois com a RGE e mais um com a Atração. Depois, gravei com João da Condil, da Som Livre. Gravei também com a Som Master. Foi assim que a minha carreira deslanchou. Sempre viajo para outros estados e eu, hoje, consolidei meu nome. Prefiro ficar mais aqui no Recife por ser uma cidade multicultural.

Agenda Cultural – Foi e é um grande esforço lutar pelo samba?

Belo Xis – Eu lutei muito pelo samba. Pernambuco é considerado a terceira capital do samba no Brasil. Comecei lutando sozinho e, hoje, temos muitos outros representantes no Estado. Eu criei aqui a primeira casa de samba chamada de Ensaio Geral, na Avenida Beberibe. Depois, surgiu o restaurante da Wanda, que se tornou o Pagode da Wanda.

Agenda Cultural – Sempre o chamam de Belo Xis. Eu mesmo o chamei de Belo Xis. Como surgiu esse nome?

Belo Xis – Tenho um amigo chamado Jorge Valadares e morávamos juntos na Torre. Lá também morava outro amigo, Gustavo Krause. Jogávamos bola e ainda realizávamos campeonato de futebol de botão. Isso a gente fazia na garagem da casa de Gustavo Krause e como eu tinha uma letra melhor, fiquei responsável por fazer a tabela. Eu coloquei, por exemplo, Sport x Santa Cruz. Entretanto, o X que fiz foi num estilo meio gótico. Lembro que Gustavo e Jorge disseram que estava bom, mas perguntaram por que eu tinha feito o Xdaquela maneira. Falei para eles pararem de reclamar, porque se era bom não era pra reclamar. Eu disse que o X tinha ficado um Belo X. Depois disso, pegou. Todo mundo dizia: “Olha! Ficou um Belo Xis”. Até minhas irmãs me chamam de Belo Xis. Ou seja, o meu nome artístico se tornou meu nome oficial. Sou o único irmão homem de uma família só de irmãs.

Agenda Cultural – E a boemia? Sambista deve ser boêmio?

Belo Xis – O sambista é muito solicitado pela roda de amigos. Também é conhecido pela tradição de se vestir com um chapeuzinho e de um jeito meio despojado. Muitos adotam aquela roupa branca... O sambista deve levar a vida numa boa. Nessas rodas de amigos, sempre sai um uísque, uma cervejinha e muitos sambas saem desses encontros. Sambista também gosta de frequentar bares de música ao vivo. Eu, quando quero compor, vou ao Parque 13 de Maio com meus amigos. Fico compondo naquelas mesas onde o pessoal fica jogando dominó. Gosto muito de falar de amor, porque transmite positividade. Isso porque não sou caseiro. Prefiro a rua a ficar em casa. Ando por aí e gosto de passear com os amigos. Água Fria, por exemplo, é o bairro onde moram meus amigos sambistas. É lá que cantamos um bom samba, na maioria das vezes.

Agenda Cultural – Parar nem pensar...

Belo Xis – Não sinto que é momento de parar. Sou saudável e encaro o meu trabalho com muito profissionalismo. Tenho muito a fazer no samba.

Agenda Cultural – Você é um dos responsáveis por trazer o Dia Nacional do Samba aqui para o Recife. Como foi esse processo?


Belo Xis – Pois é. O Dia Nacional do Samba é comemorado no dia 2 de dezembro e já era forte no Sudeste do Brasil. Há 15 anos, quando voltei de vez pra o Recife, decidi marcar essa data aqui. O primeiro samba foi na Praça do Arsenal. Na época, cheguei do Rio de Janeiro e fui direto cantar. Só quem fazia éramos eu e Ramos Silva. Depois, Wellington do Pandeiro entrou no projeto, mas não era uma coisa oficial. Muitas vezes, realizávamos o evento com o nosso próprio dinheiro. De cinco anos pra cá, a gente começou a receber um incentivo maior. Por meio do vereador Múcio Magalhães, a Prefeitura do Recife decidiu sancionar a Lei sobre o Dia Nacional do Samba. Este ano, já viemos com a data oficializada e recebemos um apoio imenso do prefeito Geraldo Júlio. Durante a comemoração, vamos entregar o Troféu Amigos do Samba ao prefeito e também a outros nomes que incentivam o samba no Estado. Também vamos contar com sambistas como Ely Peroais, Ramos Silva, Luiza Pérola, Cris Galvão, Wellington do Pandeiro e Gerlane Geo, além da bateria da Gigante do Samba, que fará um arrastão no Pátio de São Pedro, área central da cidade.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Iaponan Marins - Eu quero Água

Bloco da Ressaca anima foliões na Zona Norte do Recife

Bloco comemorou 15 anos com as seguintes atrações: Almir Rouche, Asas da América, Beleza Pura, Seu John e Léo Santana que pela primeira vez desfilou no bloco.

O Bloco da Ressaca surgiu em 2000, numa brincadeira de amigos da Zona Norte, que ao invés de se deslocar para brincar na Zona Sul, resolveu brincar no próprio bairro, onde todos moravam. No primeiro ano, eles conseguiram arrastar quase cinco mil pessoas, com uma Frevioca e um minitrio. Entre 2001 e 2013, a quantidade de foliões foi crescendo, atraindo pessoas de todas as partes do estado para conhecer e  acompanhar o bloco. No último carnaval (2014), esse número subiu para cerca de 200 mil pessoas, segundo cálculos da Polícia Militar, onde o bloco foi destaque em toda a mídia local e nacional.